Núncio Apostólico visitou locais emblemáticos da Diocese que são testemunhos da fé dos madeirenses

Neste seu primeiro dia de visita, D. Ivo Scapolo esteve na Sé, no Museu de Arte Sacra e na igreja do colégio

Foto: Duarte Gomes

O Núncio Apostólico em Portugal, D. Ivo Scapolo, está de visita à Madeira e na manhã desta terça-feira, dia 8 de junho, esteve na Sé, no Museu de Arte Sacra e na Igreja do Colégio.

No final deste périplo, em declarações ao Jornal da Madeira, D. Ivo Scapolo explicou o propósito desta visita, que já deveria ter acontecido no ano passado, mas que por causa da pandemia acabou por ser adiada. Assim, lembrou, que o motivo inicial foi o de participar nas celebrações do 10 de junho, em “representação do corpo diplomático acreditado em Portugal”. 

Entretanto, a convite de D. Nuno Brás, a vinda tornou-se também numa oportunidade de ficar a conhecer um pouco melhor a Diocese do Funchal, uma oportunidade que o Representante Pontifício agradece.

De resto, conforme explicou o embaixador da Santa Sé em Portugal e decano do Corpo Diplomático, estas visitas às dioceses constituem “um dos momentos mais importantes e significativos do serviço do Núncio Apostólico que é enviado pelo Papa para fortalecer um espírito de União e de comunhão, neste caso entre a Igreja em Portugal e a Igreja de Roma”. 

Por outras palavras, “o Núncio tem de estar disponível para conhecer as dificuldades e ajudar a resolvê-las e para apoiar e favorecer um movimento de convergência ao centro, ao coração da Igreja que é Roma, o Papa a Santa Sé e o Vaticano” e “também para favorecer uma boa relação de colaboração entre os bispos e as autoridades civis”.

Aqui na Madeira, explica, “já fui informado que essas relações são de muito respeito, além de que tem havido sempre boa colaboração entre a Igreja e o Estado, sendo que ambas as instituições têm como objetivo o bem material e espiritual das gentes deste lugar”.

Relativamente aos sítios emblemáticos por onde acabara de passar, D. Ivo Scapolo diz que, em primeiro lugar, eles traduzem uma “história muito intensa e muito bonita de viver e de expressar a fé” dos nossos antepassados. Uma fé que, frisou, “continua a ser vivida e testemunhada pelos cristãos/católicos de hoje”. 

De resto, basta ver a participação dos fiéis nas missas, nomeadamente aos domingos, para perceber que “todas estas maravilhas não são uma recordação do passado, mas são uma expressão do presente”. 

Constituindo as obras de arte “uma expressão do que temos no coração”, é importante este trabalho de “defender, manter e aumentar este património espiritual e religioso que está nas pessoas, no povo santo de Deus”, sendo esse um motivo para “agradecer a Deus as coisas lindas dos séculos passados e de hoje, cuidadas com tanto amor e afeição, procurando fazer o melhor para preservá-las” e sobretudo para preservar o património mais precioso que é a vida de fé que cada cristão tem de viver”.

Nesta sua visita à Sé, ao Arte Sacra e ao Colégio, D. Ivo Scapolo foi acompanhado por D. Nuno Brás, e pelos cónegos Fiel de Sousa, Francisco Dias e Marcos Gonçalves, respetivamente Vigário Geral da diocese e Reitor da igreja do Colégio, Deão da Sé e pároco da Sé. E ainda do Pe. Carlos Almada. 

D. Nuno Brás explicou ao Jornal da Madeira que no desempenho da sua missão o Núncio, presença do Santo Padre em Portugal, tem de tomar algumas decisões. Assim sendo, “convém que conheça as várias realidades”. 

Por isso mesmo, adiantou, “aquilo que vamos fazer nestes dias, para além de estarmos integrados nas celebrações do 10 de junho, é que o senhor Núncio conheça as realidades mais importantes da Ilha”.