Boa Nova: D. Nuno Brás crismou jovens a quem desafiou a dar o passo radical de dizer sim a Deus 

Foto: Duarte Gomes

O sábado passado, dia 5 de junho, foi de festa para a comunidade paroquial do Sagrado Coração de Jesus (Boa Nova). Em dois momentos distintos, um na parte da manhã e outro ao fim do dia, D. Nuno Brás esteve naquela comunidade para administrar o sacramento do Crisma a um total de 67 jovens.

Na celebração do fim de tarde, em que o Jornal da Madeira esteve presente, D. Nuno Brás começou por lembrar que “o Senhor é a fonte da bondade e da vida” e que “quer partilhar connosco a Sua vida e a Sua bondade”. E essa, disse, é a maravilha de sermos cristãos, “podermos partilhar da vida e da Bondade de Deus”.

Na homilia o prelado agradeceu as palavras de acolhimento e a imagem de São José deitado que lhe foi oferecida e refletiu sobre as leituras, nomeadamente sobre o Evangelho, que nos relatava o início do ministério de Jesus, em que este proclamava que os seus irmãos são aqueles que O ouvem e O seguem.

E ouvem-no e seguem-no de forma radical, sem levantar questões, sem duvidar daquilo que Ele propõe, de “tal forma que a própria família deixa de ser determinada pelo sangue, por aquilo que é habitual e passa a ser determinada pelo escutar a palavra de Deus e pô-la em prática”.

E foi esse o desafio que D. Nuno Brás deixou aos jovens crismandos. Que sejam capazes de “dar o passo radical de dizer sim a Deus”, de pôr em prática a sua vontade, mesmo que “a vontade de Deus não coincida com a minha”. É isso, acrescentou, porque “que nos faz cristãos”.

“Custa-nos muito o homem novo, custa-nos muito dar este passo radical, dar este passo de dizer sim a Deus. E, no entanto, é isso que nos faz cristãos”, constatou o prelado para logo acrescentar que foi isso que fizeram os santos.

Homens de carne e osso como nós, frisou, que aceitaram a “novidade da vida com Deus” e a puseram em prática, contando para isso com a força do Espírito Santo, a mesma que recebem os crismados para os ajudar na sua caminhada e na tarefa de “viver esta novidade” e “romper com o mundo velho e viver já aqui e agora este mundo novo”.

No final da celebração coube ao Cónego Toni Sousa, pároco do Sagrado Coração de Jesus, fazer uma série de agradecimentos, a começar pelos pais dos que se acabaram de crismar, aos catequistas e aos crismados, com quem a paróquia continua a contar, porque ainda têm “uma caminhada pela frente. “Nós precisamos de vós e vocês precisam de Deus”, disse a propósito o sacerdote que agradeceu ainda a D. Nuno Brás “pela presença, amizade e testemunho”.

Já D. Nuno Brás, antes da bênção final, recorreu a um exemplo familiar para voltar a prender a atenção dos jovens. Contou que os sobrinhos, por ocasião dos 25 anos de casamento dos pais, tatuaram as coordenadas da casa. Uma forma de dizer que “aquela casa será sempre a deles, mesmo que a vida dê outras voltas”.

Os jovens crismados, lembrou, passam também a ter uma tatuagem: a cruz do Espírito Santo. Foi gravada de forma diferente das outras, mas também é para a vida, porque foi gravada no coração, conforme sublinhou o bispo do Funchal.

Uma marca que, terminou, “faz com que esta casa [Igreja] seja sempre vossa” e faz com que “sigam o Espírito Santo, mesmo que os outros vos chamem loucos”.