Construtores duma sociedade

D.R.

O cristianismo sempre se envolveu nas realidades humanas. Tudo quanto é humano nos diz respeito — do nascer ao morrer, em todas as realidades onde está o ser humano, aí se encontra também o cristianismo. 

O cristianismo não é, como acontece com o Budismo, uma procura de esquecer o que nos rodeia, de fugir do mundo, de procurar apenas as realidades do espírito.

Pelo contrário: quando S. João afirma no evangelho que Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14) está a afirmar que o próprio Jesus nasceu como verdadeiro homem, com uma família, com amigos, a falar uma língua, no seio de uma cultura, com os seus usos e costumes.

É este mundo que Deus ama e quer salvar, mesmo quando se opõe ou se esquece do Evangelho. É a esse mundo que Deus nos envia como fermento, de modo a que Jesus Cristo esteja presente: na vida da fé, mas também no mundo dos negócios, no mundo da política, no mundo do desporto, na vida da família e nos momentos de divertimento e descanso.

Portugal foi feito por cristãos. E isso vê-se, não apenas nos livros de história, mas percebe-se no nosso modo de viver, nos valores e nos ritmos da nossa vida.

Na próxima semana, teremos entre nós as comemorações do Dia de Portugal. É um momento importante para nos afirmarmos como portugueses, membros de um todo nacional. E é também uma oportunidade para reforçarmos o nosso empenho, também de cristãos, numa sociedade portuguesa sempre mais justa e sempre mais humana.