Paróquia da Nazaré: D. Nuno desafiou fiéis a permanecer em Jesus e a ser a sua presença no mundo  

Foto: Duarte Gomes

Neste quinto domingo da Páscoa D. Nuno Brás visitou a comunidade paroquial da Nazaré, onde presidiu à Eucaristia das 11:30 horas.   

Na homilia desta celebração, com a qual se assinalou também o Dia da Mãe e o início de mais um mês dedicado a Maria, D. Nuno Brás refletiu sobre as leituras, centrando essa reflexão no Evangelho e na necessidade de nós cristãos “darmos muito fruto”, isto é, de permanecermos junto de Jesus e de sermos presença do ressuscitado no mundo. 

De resto, segundo D. Nuno Brás, só nós cristãos temos essa capacidade de “mostrar que Jesus Cristo venceu a morte e está vivo” e é “essa boa notícia que as pessoas esperam de nós”. Uma notícia que pode ser dada com recurso às palavras, mas que ganha outra dimensão quando dada através de ações, ou seja, pela forma como vivemos a nossa vida. 

“Este é o fruto que o mundo espera de nós e o fruto que Deus espera de nós”, frisou o bispo diocesano, para logo acrescentar que “a missão de cada um de nós é ser, para este mundo que está à nossa volta, presença, notícia, prova de que Jesus Cristo ressuscitou, que a vida venceu a morte e que, por isso, nós também a podemos vencer”.  

E esta realidade pode-se mostrar quando “permanecemos Nele, 24 horas por dia, sete dias por semana e quando deixamos que Ele viva connosco”, porque “é isso que nos transforma e no faz pessoas diferentes”.  

Mas esta disponibilidade implica perguntarmos a nós próprios como agiria Jesus Cristo se estivesse no meu lugar, “o que é que Ele haveria de escolher, como é que Ele haveria de atuar, como é que Ele olharia para as pessoas, o que Ele diria e o que Ele faria”. É isto que é “permanecer” e permanecer é “estar unidos a Ele, é deixar que Ele viva connosco e sermos a Sua presença, os Seus olhos, as Suas mãos, os Seus Pés”.  

“Sem Jesus Cristo nada somos”, lembrou o prelado, mas se o “trazemos connosco então tudo muda, o mundo muda”. E é essa presença que os cristãos devem ser aqui e agora. “É assim que nós cristãos, verdadeiramente mudamos o mundo e esta é a grande notícia que o mundo precisa”. 

Assim sendo, D. Nuno terminou a sua reflexão pedindo à assembleia que dissesse ao Senhor que “queremos que Ele viva connosco e viva connosco sempre e não apenas uma hora por semana ou uns minutos por dia”.  

“Queremos que Ele nos ajude a ver, que Ele nos ajude a falar, que Ele nos ajude a dar, que Ele nos ajude a ser e a permanecer com Ele, porque sabemos que sem Ele nada podemos”, concluiu 

Depois de uma jovem, em representação do grupo de jovens da paróquia, ler uma mensagem de homenagem a todas as mães, cantou-se o “Magnificat”.  

Antes da bênção final o Pe. Miguel Lira, pároco da Nazaré, deixou umas palavras em nome da comunidade paroquial. Palavras sobretudo de agradecimento pela presença de D. Nuno Brás que, disse, “ajuda-nos a permanecer junto de Jesus”.  

À saída elementos do grupo de jovens distribuíram uma pequena lembrança às mães presentes nesta celebração. Uma forma de “agradecer o sim” de todas elas.