S. Tiago Menor

D.R.

A memória dos santos (e em particular dos mártires) não é celebrada no dia do seu nascimento para a terra (para além de Jesus, celebramos apenas o nascimento de Nossa Senhora e de S. João Baptista), mas no dia do seu martírio — o seu nascimento para o céu.

No caso de S. Tiago Menor, sabemos que a sua morte teve lugar no ano 62, mas ignoramos o dia exacto. Sabemos que Tiago era visto pelos habitantes de Jerusalém como homem justo e sábio, um baluarte da cidade. Olhado por todos com respeito — até pela sua idade (deveria ter entre 70 a 80 anos, o que naquele tempo significava muito) —, Tiago estava à frente da comunidade cristã de Jerusalém, frequentando diariamente o Templo. 

“Muitos judeus se tornaram cristãos por causa dele”, dizem os relatos. Na esperança de que negasse Jesus como Salvador, pediram-lhe que falasse ao povo do cimo de um dos muros do Templo. Quando se aperceberam que Tiago estava a convencer muitos sobre a pessoa de Jesus, atiraram-no dali abaixo e apedrejaram-no. Nessa altura, pediu o perdão para aqueles que o queriam matar. Desesperado, um cardador terminou com a sua vida, espancando-o.

S. Tiago foi celebrado no dia 1 de Maio durante muitos séculos. Só em 1955 a data da sua festa foi alterada, primeiro para 11 de Maio e, mais recentemente, para o dia 3. Contudo, a pedido do então Bispo do Funchal, D. João Saraiva, a Santa Sé concedeu que a nossa diocese continuasse a celebrar o seu padroeiro no dia 1 de Maio, como é tradição de há 500 anos a esta parte. 

De S. Tiago, queremos aprender a viver com justiça e a saber olhar o mundo como os olhos de Deus. E queremos pedir-lhe que continue a inspirar, a interceder e a defender os cristãos da nossa Diocese do Funchal.