Dia da Mãe

Entro no mês de maio acompanhado por dois textos: “Maria, uma como nós?”, de Isabel Figueiredo (Revista “Mensageiro do Coração de Jesus”)  e “A arte de ser mãe” da Comissão Laicado e Família da Conferência Episcopal Portuguesa. 

No primeiro texto encontramos uma narrativa da Mãe de Jesus, que nos fala da sua gravidez e da infância, morte e ressurreição de Jesus. Essas palavras ajudaram-me a perceber a humanidade de Maria, mulher e mãe. Escreve Isabel Figueiredo: “Numa destas tardes, pedi-lhe [a José] para tocar na minha barriga já tão grande. Vi a sua hesitação, como se não pudesse, não fosse digno de tocar este mistério que nos entrou pela vida adentro. Mas senti que se apercebeu de como era importante para mim. As mulheres precisam de gestos de proximidade, capazes de revelar o amor”. 

Noutra passagem escreve sobre a infância de Jesus: “Percebi o incómodo dos primeiros dentes, peguei-lhe ao colo tantas vezes quantas me pediu. Cantei os salmos antigos que ouvia em casa”.  

Sobre a morte de Jesus diz: “Não há dor maior que a minha. Resta-me o silêncio, onde cabem todas as memórias, todas as palavras. Resta-me a esperança. Mas ser mãe é ter um espaço onde cabem todas as esperanças”. 

No coração de Maria encontramos as dores e alegrias que habitam os corações das mães, “milhares de mulheres surpreendidas pela vida, silenciosas, destemidas, capazes de todos os gestos de amor, que não desistem de salvar o mundo. Mulheres que choram inconsoladas, que recomeçam todos os dias, que se esquecem de tudo, menos dos outros. Mulheres que dão à luz, que cuidam dos filhos, que amam sem medida, sem limites. Maria de Nazaré, nossa Mãe”. 

Para assinalar o Dia da Mãe, a Comissão Laicado e Família publicou a mensagem: “A arte de ser mãe”. 

“As mães são aquelas que amam antes de serem amadas. São aquelas que respondem antes de serem chamadas. São aquelas que beijam antes de serem beijadas. São aquelas que correm para o abraço esquecendo o cansaço. Como ninguém, as mães são capazes de se doar, de perdoar, de compreender, de aceitar e não julgar”, diz o texto. 

Para esta Comissão da Conferência Episcopal Portuguesa, “a mãe ensina os filhos a serem mais fortes que os medos, não tanto através de discursos inspirados, mas pela grandeza e humildade do seu exemplo. É capaz de lhes oferecer o mar com um só sorriso e a vida inteira com uma só lágrima, que não será mais que uma gota do imenso mar do seu amor.