Semana de arejamento e convívio saudável

Casa de Saúde do Telhal | D.R.

Agora, está na moda ventilarem-se efeitos deletérios dos confinamentos, talvez exagerados. Distúrbios de humor, incapacidades de concentração, ansiedades, pouca produtividade no estudo e no trabalho. A solidão e a tristeza afeta idosos e novos. E cada grupo faz valer as suas visões. Será que muito falar aumenta os estragos como pescadinha de rabo na boca? As minhas experiências, ao contrário, aumentaram o meu contentamento, terá sido, como me disseram, o primeiro “milagre” de um candidato à beatificação, o Pe. Manuel Nogueira do encontro em que participei?

O arejamento saudável foi assim. Dia 19 em Lisboa, almoço de “bate papo” com Padre Dario, postulador geral da OH, o Padre José Luzia, de Nampula, e Irmãos, dois de Timor: Marco e Antão. De tarde, com  Provincial e a Provincial das Irmãs, visita ao Telhal aos Irmãos, Padre Mariano, Vaz, Feliciano, Canês, Reis, Jorge e Ribeiro; visita ao Museu S. João de Deus, Dra. Carmina, entrega de documentos de Irmãos falecidos no Funchal e consulta aos espólios dos Irmãos. Às 18h00, Lisboa, encontro entre o Postulador e o Agostinho Nogueira, mano do Pe. Manuel Nogueira, e alguns Irmãos. Dia 20, de tarde, consulta ao cardiologista; visita de compras à Baixa. Dia 21, 4ª f., de tarde, consulta a oftalmologista e limpeza de lente esquerda implantada há 12 anos.

Dia 22, 5ª f., de manhã, encontro do grupo para preparar beatificação do Pe. Manuel Nogueira com o postulador P. Dario e Ir. José Augusto. A principal decisão: recolher toda a documentação autêntica sobre ele. Para mim a entrega da biografia documentada dele de cerca de 350 pp.

Dia 23, de manhã, após a missa da festa antecipada de S. Bento Menni, saída com o Dr. Videira e Ir. Vaz por Mafra, Ericeira, Ribamar, Torres Vedras, com almoço em Caldas da Rainha e chegada a S. Martinho do Porto. De tarde, visita a Vimieiro e lugares de familiares da esposa do Dr. Videira. Este compra bolos regionais em fábrica.

Dia 24, de manhã, ida para Fátima. Visita à Casa S. João de Deus e ao Irmão Messias. Missa das 11h no Recinto pelos familiares e amigos; presidiu o P. Francisco do Santuário. Umas mil a mil e quinhentos peregrinos. Encontro dos três anciãos com o D. Serafim em Nossa Senhora do Carmo; com oferta de biografia do P. Manuel Nogueira e troca de impressões sobre o biografado e a pandemia, vacinas, etc. dos 4 já vacinados. Almoço com a minha sobrinha Albertina, missionária em Lichinga, Moçambique, de visita de férias, na Casa Cónego Formigão das Irmãs Reparadoras de N. S. de Fátima. Visita ao Espaço-Museu de objetos pessoais do Cónego Formigão, seu túmulo, capela, na outra Casa das Irmãs Reparadoras. 

Partida com a minha sobrinha por Cercal, Aldeia Nova, à vista do antigo seminário dos Dominicanos, Espite, Albergaria dos Doze e S. Simão de Litém para visitar outros sobrinhos de seis casas no Carvalhal de Além. Fiquei hospedado em casa da sobrinha Carminda e os acompanhantes regressam a S. Martinho. Visitas às casas dos outros sobrinhos, jantar de cabrito caseiro na Casa da Eulália com marido José, a cunhada Otília; com a filha Sandra e namorado, vindos os dois do Estoril. À noite, conversa prolongada em casa da sobrinha Carminda com o Pe. Manuel em visita prolongada de convalesça à mãe e irmã, vindo de Monterrey (México).

Dia 25, 10h, celebro Missa Dominical do Bom Pastor e Vocações na Igreja Paroquial com cerca de 150 pessoas por todos os paroquianos incluindo meus familiares. Tinha havido outra missa pelo Pároco, Pe. Frazão, na capela/igreja do Arnal que terá tido maior número de pessoas. Almoço em Casa do sobrinho Fernando e mulher Augusta, vindos de Paris, com as sobrinhas Carminda e Irmã Albertina. De tarde, lanche em Casa da sobrinha Carminda com o Dr. Videira e Irmão Vaz, chegados para me levarem para S. Martinho do Porto. Ida pela Caranguejeira, Leiria, A8, até à Concha de S. Martinho do Porto para a dormida. 

Dia 26, de manhã, visita aos pontos típicos de S. Martinho e de Salir do Porto, partida para Lisboa com paragem em Tornada para almoço. Às 15h, no aeroporto para seguir para o Funchal com o Irmão Luiz vindo de outro encontro e outras paragens, também arejadas da Bordadágua e agradáveis, suponho. O avião abortou a primeira tentativa de aterragem; levantou voo até às Desertas que vi de perto pela primeira vez, surpreendido, pelo longo cumprimento da Grande. Teve aterragem com palmas, seguida de controlo de testes e vacinas para entrar na Madeira.

Completou-se, assim, uma semana de arejamento com mergulhos em muitas paisagens e pessoas;  momentos de saúde, boa disposição,  enriquecimento e contentamento, convívios eufóricos e curativos de histórias e anedotas, eclesiais e políticas e do 25 A de 47 anos sem grandes avanços, ouvidas e contadas. Depois de constrangimentos pandémicos de isolamento, portas fechadas, limitada circulação, períodos de solidão depressiva, viveu-se um arejamento humanizado de recuperação e resiliência. 

Continente, 19-26.04.2021