Santana: D. Nuno voltou a apelar para que rezemos pelas vocações porque precisamos muito de sacerdotes 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal voltou a apelar no sábado, dia 24 de abril, para que rezemos pelas vocações, porque “nós precisamos muito, a Igreja precisa muito, as pessoas precisam muito de bons, santos, dedicados sacerdotes”. 

D. Nuno Brás esteve de visita à comunidade paroquial de Santana, onde presidiu à Eucaristia das 16 horas, e foi aí que voltou a deixar este repto aos cristãos da diocese.

Na homilia, o prelado refletiu sobre as leituras deste Domingo do Bom Pastor, que nos mostravam que somos filhos de Deus e que Ele nos trata como tal. 

“Deus hoje, neste momento, olha para nós como um pai olha para o seu filho”. Um pai que “nos enche de ternura, de misericórdia e nos corrige quando é preciso”, disse D. Nuno para logo acrescentar que “a nós só nos é pedido que vivamos como filhos de Deus e não como enteados”. 

Mas o Evangelho ainda vai mais longe e apresenta-nos Deus como o Bom Pastor. Aquele que conhece, ama e dá a vida pelas suas ovelhas. É por isso, lembrou o prelado, “que temos a cruz em nossas casas, que temos a cruz ao peito, é por isso que nós não nos envergonhamos da cruz”, porque ela nos lembra que “por nós, por cada um de nós, Jesus morreu e ressuscitou”.  

Esta é “a vida concreta” e não “um discurso, uma doutrina bonita que Jesus inventou”, frisou D. Nuno Brás que lembrou ainda que sempre que pomos a cruz ao peito e a vemos, havemos de nos lembrar que foi por nós que tudo se passou e que só nos é pedido que vivamos como filhos”.  

Esta é uma realidade importante para todos nós, mas particularmente para aqueles que são consagrados, os sacerdotes, as religiosas e os religiosos, que têm “a missão de ser, em cada comunidade, esta presença, este Pai que nos trata, nos ama como filhos”.  

É por isso que temos de “agradecer ao Senhor por ser nosso pai, por nos tratar como filhos”, mas temos também de pedir-lhe que “nos dê esta coragem e esta graça de vivermos como filhos de Deus e que Ele dê à nossa diocese, à nossa paróquia a graça de ter sacerdotes suficientes que possam ser esta presença, a paternidade de Deus, esta atitude de Deus que é pai e pai de cada um, com ternura, misericórdia, corrigindo e dando a vida”. 

No final da celebração coube ao Pe. José Afonso Rodrigues, pároco de Santana, agradecer a presença de D. Nuno Brás, uma presença que, disse, “tem sempre sentido”, mas que neste caso teve ainda mais significado por se “dar a coincidência de acontecer num Domingo do Pastor e num domingo de oração pelas vocações”.