As minorias que vencem maiorias

D.R.

O título está ao contrário, pensará quem o lê! 

A democracia, com ou sem defeitos em que quase todo o Mundo vive, elege os seus representantes e nas eleições podemos escolher quem nos representa.

Mas, pensemos um pouco; de certeza já ouvimos grupos que conseguem impor a sua maneira de estar a muita gente. Eles manifestam-se e controlam muitos órgãos de comunicação, impondo as suas ideias.

Há décadas que nos tentam dar outra noção de família, do aborto, da eutanásia, da ideologia do género, da forma de tratar os mais idosos e até da maneira de nos devemos vestir.

Por exemplo; no computador a noção de família é apresentada da seguinte forma: “agrupamento humano formado por duas ou mais pessoas com ligações biológicas, ancestrais, legais ou afectivas que geralmente vivem na mesma casa. Pode ser formada por pessoas solteiras, casais heterossexuais, casais homossexuais …” .

A antropologia que estuda o ser humano e a humanidade, diz que existem pessoas de dois tipos o homem e a mulher, ou a mulher e o homem, que são essencialmente iguais, mas o modo específico das suas manifestações, da sua corporalidade, da sua sensibilidade, da sua psicologia e da sua afectividade percorrem caminhos diferentes. 

As sociedades progridem assim com a pluralidade dos seres humanos e do respeito entre eles. Os sexos feminino e masculino ligam-se, amam-se e formam famílias, a quem transmitem os seus valores.

 Este ano o Papa pediu-nos para reflectir sobre a família:

 “Apoiemos a família! Defendamo-la daquilo que compromete a sua beleza.

“Aproxime-nos deste mistério de amor com admiração, discrição e ternura. E comprometamo-nos a salvaguardar os seus preciosos e dedicados laços: filhos, país, avós. Há necessidade desses laços para viver e viver bem, para tornar a humanidade mais fraterna”.

(O Santo Padre disse às famílias na abertura do Ano da Família: a Igreja está convosco).

A família de Nazaré é um exemplo, para além do seu papel Divino, viveu na completa ajuda de uns aos outros. O amor de S. José a Maria foi excluído de todo o egoísmo, o amor de Maria a S. José foi de total entrega, o amor dos dois a Jesus foi de total devoção. 

Afinal o que vemos na maioria dos pais e mães de uma família. 

Não são ligações de momento que procuram o bem e a felicidade instantânea, esquecendo que no Mundo, os indivíduos fazem parte de um todo. Muitos dos problemas que enfrentamos hoje em dia advêm do enfraquecimento das famílias, devido às tais minorias, políticas ou não. Às exigências pedidas pela sociedade de consumo, o melhor carro, a melhor casa, a melhor roupa passou a ser o objectivo de vida. O que realmente importante passou para segundo plano, até com os idosos aconteceu o mesmo.

O aborto, propaganda dessas minorias, é a solução que dão a muitas mães, que certamente o que precisavam era do apoio da sociedade. A Igreja, a medicina, defendem que o assassinato de um embrião, o mais frágil entre os seres, é um crime. 

Outro crime, que mata os mais velhos, é a eutanásia, não defende uma morte digna como dizem, existem muitas maneiras de dar conforto à morte e tirar a sua dor, os cuidados paliativos, são um dos caminhos mas não existe vontade política para o fazer e é mais fácil tirar a vida com uma injecção. Tudo culturas de morte que nos têm tentado impor. O Papa São João Paulo II alertou a Igreja nessa altura, a Encíclica Evangelium Vitae, é uma análise, é um alerta sobre a situação cultural que se impunha, com a finalidade de se opor aos valores da vida e da família. O Papa percebeu a desconstrução que criou bases dentro e fora da igreja, e chamou-a “cultura de morte” promovida por fortes correntes culturais, económicas e políticas. Ela pretende modificar todos os conceitos de vida e da família, utilizando meios diversos, através de instituições internacionais. É criado um estereótipo do ser humano, que encaixe nos seus interesses.

Assim se propôs a legalização do aborto, a ideologia do género, e muitas outras fazendo com que a sociedade acredite que é tudo parte da modernidade do Homem. Não são uma ciência, são ideologias e como tais perigosas. 

“Os ideólogos do género afirmam que a nossa identidade sexual não procede da natureza, (não nascemos homem e mulher ou mulher e homem) mas da cultura “ 

Pretendo somente alertar ao escrever este artigo para que antes de aderirem a uma ideologia, se esclareçam.

 De maneira nenhuma pretendo ofender alguém. O Homem não está sozinho, tem Deus e com Ele não somos frágeis.