Santo da Serra: D. Nuno pede aos jovens que crismou que sejam testemunhas do ressuscitado 

Foto: Duarte Gomes

A comunidade paroquial de Santo António da Serra acolheu no passado domingo, dia 18 de abril, a visita de D. Nuno Brás, que ali foi administrar o sacramento da Confirmação a 22 Jovens daquela paróquia e da de João Ferino, ambas a cargo do Pe. Alberto Vicente.

Um momento de “grande alegria”, como deu conta um dos crismandos logo no início da celebração, não só pelo sacramento em si, mas pela presença de D. Nuno Brás, “sucessor dos apóstolos entre nós”. Conscientes de que a Igreja se tornará mais viva e juvenil quando cada um deles “contribuir com a sua ação, dedicação e empenho e o nosso testemunho do mundo”, os jovens fizeram votos de que o Espírito Santo que iriam receber os tornasse nesse testemunho “alegre” e abundante.

Na homilia D. Nuno Brás pediu aos crismandos que olhassem para a ressurreição de Jesus Cristo, e a experimentassem, como algo que aconteceu verdadeiramente, facto real e incontornável, e não como um sonho.

De resto, o Evangelho de São Lucas que tinham escutado, assegurava-nos isso mesmo: Ele continua vivo e presente, acompanhando a sua Igreja, apesar de todos os relatos das aparições do ressuscitado falarem das dificuldades que os próprios discípulos sentiram em acreditar.

Entender esta realidade do ressuscitado é a “alegria” de qualquer cristão, disse ainda o prelado. Uma “alegria que vem de há dois mil anos, mas uma alegria que se faz hoje presente”, lembrou o prelado, para logo sublinhar que “a ressurreição de Jesus nos diz uma coisa muito simples, mas muito séria que é: como Jesus a nossa vida não termina num buraco”.

É a fé, disse D. Nuno Brás, que nos ajuda a perceber esta realidade e a acreditar verdadeiramente que a morte não é o fim da linha, “porque temos a vida eterna, a vida com Deus”.  E “é bem diferente nós vivermos para morrer, seja morrer amanhã seja morrer por daqui a 80 anos, do que viver para viver, para viver com Deus”, disse.

É esta a mensagem que os cristãos têm para anunciar, explicou ainda D. Nuno Brás, que pediu aos crismandos que sejam testemunha da ressurreição de Jesus, “testemunhas diante de toda a gente de que quem diz a verdade é este Jesus ressuscitado”, de que “Jesus ressuscitado nos dá um horizonte de vida completamente diferente” e de “que vale a pena viver com Jesus ressuscitado”.

“Aquilo que os que vão ser crismandos vão receber é precisamente esta missão de serem testemunhas de todas estas coisas” que, frisou, são importantes para a vida de cada um, mas também para a vida de toda a gente. Um testemunho que, lembrou, foi a razão pela qual muitos mártires deram a vida”.

A terminar a sua reflexão, D. Nuno Brás exortou a assembleia e os crismandos em particular a “pedir ao Senhor que nos faça verdadeiras testemunhas da ressurreição, porque esta é a grande notícia que nós temos para dar, e que Ele nos faça mostrar por palavras e por obras e pela nossa vida a verdade da sua ressureição”.  Uma vida que, concluiu, “não é uma vida para a morte, mas é uma vida para a vida”.

No final da celebração, coube ao Pe. Alberto Vicente agradecer a presença de D. Nuno Brás e desejar que os crismados sejam de facto essas testemunhas de Cristo Ressuscitado, com a ajuda dos pais e dos padrinhos a quem também agradeceu, bem como a todos os que deram o seu contributo para que a cerimónia fosse digna.

No início de mais uma Semana de Oração pelas Vocações, D. Nuno Brás terminou pedindo à comunidade que rezasse pelas vocações e aos Crismados para que estejam atentos a um possível chamamento à vida consagrada, porque precisamos disso, porque nas nossas comunidades estão a ficar sem padres”. Uma escuta “sem medo” porque é simplesmente bom ser anúncio da ressurreição de Jesus”, concluiu.