Podia ter sido assim, mas não é!

Foto: Vatican Media

No fim da Quaresma, início da Semana Santa urge apressar o passo.

O tempo não descansa e já estamos próximos dos Grandes Acontecimentos que norteiam a nossa vida. Abarcar totalmente no alcance desses momentos é algo que nunca conseguiremos pois somos limitados. Mas, podemos fazer algum esforço que começa por uma boa confissão. Muitos perguntam:” Para quê confessar? Vamos fazer os mesmos pecados outra vez!” Outros dirão ainda, “Eu peço perdão a Deus, não é preciso ir a um sacerdote, afinal trata-se de um homem que também peca como eu….”

Não tenciono, porque nem sequer estou habilitada para tal, escrever sobre o que é a confissão e a sua importância. Contudo, queria responder a estas duas visões que nunca entendi sinceramente. Quanto à primeira, nós todos os dias arranjamo-nos, cuidamos da nossa higiene e sabemos que vamos voltar a sujar. É óbvio! Mas, ninguém no seu perfeito juízo, decide deixar de o fazer por saber que volta a ficar sujo, porque não se sentia bem e a falta de higiene afastaria os outros do seu convívio, além de trazer consigo riscos graves para a saúde. Se assim é com o corpo, como será com a alma?  Se temos pecados, más inclinações e não vamos confessar elas vão se acumulando e ficam dentro de nós os maus hábitos e boa disposição de servir os outros vai esbatendo.  Claro que, todos sabemos que o motivo principal de confessar é o termos desagradado Aquele que sofreu o que mais ninguém conseguirá sofrer pela nossa maldade.

Relativamente à outra objecção ainda é mais difícil de entender. Claro que o sacerdote é alguém que peca e pode pecar muito, por isso é que eles se confessam! O Papa Francisco afirmou que se confessava quinzenalmente! Isto leva-nos a pensar na importância da confissão. Mas, a razão última irmos confessar a um sacerdote é por ser essa a vontade de Deus: “Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ficar-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficar-lhes-ão retidos” (Jo 20,19-23). Às vezes fazemos a triste figura de querer que Deus faça as coisas à nossa maneira… O facto de irmos a um sacerdote dá-nos a segurança do perdão e, além disso, o sacerdote é um bom colaborador nas nossas lutas. Primeiro pelos conselhos que nos dá e depois com as suas orações e sacrifícios. Aproveito ainda, para pedir aos sacerdotes que ajudem os fiéis a conseguirem este sacramento, mostrando- se disponíveis, sei que somos muito cansativos e exigimos muito esforço da vossa parte, mas sem os sacerdotes não há confissão, ninguém vos pode substituir. Podia ter sido como muitos queriam pedirem perdão a Deus sem ir ao sacerdote, mas Deus não quis assim!

Maria Guimarães