Paróquia do Piquinho: D. Nuno Brás exorta fiéis a serem obedientes e corajosos como São José 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal esteve esta sexta-feira, dia 19 de março, na Paróquia do Piquinho onde presidiu à Eucaristia da Solenidade de São José, Padroeiro da Igreja e daquela paróquia, que mesmo em tempo de pandemia o quis louvar e agradecer pela sua proteção. 

Uma oportunidade para D. Nuno Brás sublinhar que os cristãos devem procurar ser mais como São José, que não colocou “ses” nem “mas” à vontade de Deus e foi “pai na ternura, pai na obediência, pai na coragem”. 

Depois de no início da celebração ter invocado a ajuda de São José para o caminho da nossa e a sua proteção para todos os perigos, D. Nuno Brás lembrou que, neste ano a ele dedicado, o Papa Francisco escreveu-nos uma carta em que sublinha vários aspetos da vida do humilde carpinteiro escolhido para pai de Jesus. 

Foi sobre três desses aspetos que o bispo diocesano falou na sua homilia, a começar pelo facto de São José ser “pai na ternura”, o que não significa alguém que “anda sempre a fazer festinhas a Jesus”, mas alguém que vem até nós e que nos ajuda a levantar quando, na nossa fragilidade, cometemos um pecado, seja ou não por nossa culpa.  

E São José é precisamente “este homem que percebeu a ternura de Deus”, quando este lhe diz que não tivesse medo de casar com Maria, porque O que nela se gerou é filho do Espírito Santo”.  

São José, disse ainda o prelado, “é aquele homem que, na sua fragilidade, é capaz de escutar e de viver esta realidade: Deus transforma a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, em vida, em alegria, em capacidade”. 

Mas o pai de Jesus é também, segundo o Papa, “pai na obediência”. O mesmo é dizer que “São José percebeu quem era  Deus e disponibilizou-se para aquilo que Deus lhe pedia” e que não era pouco.  

Finalmente, São José é “pai na coragem”. Isto é, é alguém que é “criativo, capaz de resolver problemas”, de encontrar um sítio para ficar com a esposa depois da longa e cansativa viagem de Nazaré a Belém. 

Olhando para todas estas qualidades, D. Nuno Brás terminou a sua reflexão exortando a assembleia a pedir ao Senhor que “sejamos capazes de, com a sua ajuda, transformar em vida aquilo que em nós é frágil em vida. Que sejamos capazes de escutar a sua palavra e a colocar em prática. Que sejamos capazes de ser corajosos, de ter a capacidade inventiva para que a vontade de Deus se possa realizar. Peçamos que também nós, a exemplo de São José, possamos ser assim e vive na ternura, na obediência e na coragem”. 

No final da celebração, que foi precedida da Via-Sacra no interior da igreja, o Pe. Ramos agradeceu a presença de D. Nuno Brás na paróquia, naquele que disse ser “num dia solene que nos marca a todos nós”.  Um momento especial para rezar, pelas famílias que estão confinadas, pelos doentes e por aqueles que passam dificuldades no mundo do trabalho, para que não lhes falte a esperança e a coragem e criatividade de São José.  

A terminar D. Nuno Brás agradeceu as palavras do sacerdote e a todos os que participaram nesta Eucaristia desejando que nos “encomendemos verdadeiramente nas mãos de São José e que ele nos proteja e às nossas famílias”.