Estreito da Calheta: D. Nuno desafiou comunidade a dar frutos cada vez melhores e mais abundantes 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal deslocou-se este sábado, dia 20 de março à comunidade paroquial do Estreito da Calheta, onde presidiu à Eucaristia das 16:30 horas.  

Uma ocasião para D. Nuno falar sobre a dificuldade que tinham os discípulos, e que nós temos também, em “perceber a cruz de Jesus”. É certo que Deus “podia ter feito as coisas de outra forma, mas não o fez porque “ao fazer-se homem Ele quis ser verdadeiramente igual a nós”, não quis ser “especial”. E igual a nós em tudo, “exceto no pecado”. Ou seja, “quis experimentar o que significa morrer”. E morrer, neste caso, “significa dar fruto”. 

Depois de reler a passagem do Evangelho em que se diz que “se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto”, e quase em jeito de “trabalho para casa” como diria mais tarde, D. Nuno Brás convidou a assembleia a colocar a si própria duas questões e a refletir sobre as respostas. 

A primeira questão foi: que fruto é que Jesus deu em mim. “O mesmo é dizer que transformação, que mudanças, que conversão é que o facto de tu seres cristão fez acontecer na tua vida”.  

A nossa vida cristã, explicou a propósito o prelado, “é sempre uma vida de mudança”. Nós “vimos à missa para mudar, para sermos melhores e porque encontramos aqui, encontramos em Jesus, na sua palavra e na Eucaristia força para mudar, para sermos melhores, para nos modificarmos”.  

Se depois desta reflexão virmos que “está tudo igual”, então “alguma coisa não funcionou”. Mas se, por outro lado constatamos que “temos dificuldades, mas damos mais atenção aos outros”, que “temos mais paciência para os outros”, que “agora até gostamos de rezar”, então estamos perante os frutos de Deus em nós.  

Quanto à segunda questão é que frutos é que eu dei. Quer dizer “qual é que é o meu contributo para este mundo e para a vida da fé”. Nós cristãos “somos como Cristo”, passamos pela morte de todos os dias, que nos deve fazer “esquecermo-nos de nós para vivermos mais para os outros”. Os nossos frutos passam assim pelo que fazemos em prol de quem nos rodeia e nas diferentes situações da vida. 

Depois das questões e das respostas, o bispo do Funchal exortou a assembleia a “pedir ao Senhor que Ele dê fruto em nós” e que “Ele nos ajude a não parar na nossa vida cristã e nos ajude sempre a dar frutos cada vez melhores e mais abundantes, não apenas para a nossa salvação, mas para a salvação do mundo”.  

No final da celebração o Pe. Rui Sousa, pároco daquela comunidade paroquial, agradeceu a visita de D. Nuno Brás que foi, disse, “quase uma surpresa para a maioria”. Aproveitou ainda para reafirmar que a comunidade está sempre disponível para receber o seu pastor, sempre que este “tiver tempo e disponibilidade”.  

D. Nuno Brás agradeceu as palavras e disse “ser com muito gosto que ali estava”,explicando ainda que é sempre bom ver as paróquias fora de épocas festivas, em que tudo está “mais ensaiado”. Faz “bem ao bispo e faz bem às paróquias”, constatou o prelado, que fez votos para que a comunidade paroquial do Estreito da Calheta “continue a fazer Quaresma a caminhar interiormente e exteriormente até à Páscoa, à Ressurreição”.