Vitória/Santa Rita: D. Nuno lembra que ter fé é entregar-se nas mãos de Deus que nos veio salvar  

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal deslocou-se este sábado, dia 13 de março, à comunidade paroquial da Vitória/Santa Rita, no Funchal, onde presidiu à Eucaristia das 16 horas.

Na homilia desta celebração, D. Nuno Brás refletiu sobre as leituras começando por lembrar que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Por outras palavras, Deus ama-nos de tal forma que quer salvar a todos e a cada um de nós e “faz tudo o que está ao seu alcance” para o conseguir. E fá-lo, disse o prelado, mesmo “no meio de uma doença, no meio de uma dificuldade” e mesmo que a nós nos pareça o contrário.

“Mesmo que possa parecer que Ele se esqueceu de ti, que Ele te abandonou, isso não é verdade”, sublinhou a propósito D. Nuno Brás, para logo acrescentar que isso acontece mesmo com aqueles que acham que não merecem ou acham que a “maneira como viveram a sua vida não foi boa”.

Quem tem fé sabe que a salvação, mesmo tendo a ver com a realidade da morte, vem de Deus, explicou ainda o prelado. E sabe que “a morte física é verdadeiramente uma passagem, uma porta para a vida, a vida de Deus”.

De resto, acrescentou, “a fé é quando nós nos entregamos verdadeiramente nas mãos deste Deus que nos veio salvar, é quando nós percebemos que Deus vem à nossa vida para nos dar a sua vida, e a vida de Deus ninguém a pode derrotar”. Com esta boa notícia “podemos viver de forma mais descansada, de uma forma bem mais livre, porque temos a vida eterna”.

O bispo do Funchal terminou a sua reflexão sublinhando que o tempo de Quaresma que estamos a viver é uma espécie de estágio, de caminhada na fé, para nos prepararmos para a Páscoa, “vivendo mais com Deus, entregando-nos mais a Deus” e procurando acolher melhor “esta torrente de Vida que Ele nos quer oferecer”.

Neste dia em que se assinalava o 8.º aniversário da eleição do Papa Francisco (2013), coube ao Pe. Marco Augusto lembrar esse facto, bem como agradecer ao bispo do Funchal a sua presença naquela comunidade que neste dia particular quis rezar pelo Papa, mas também “pelo nosso bispo, para que seja sempre iluminado pela luz do Espírito Santo para guiar esta diocese segundo a vontade de Deus”.

Nesta primeira visita de D. Nuno Brás, depois de o ter nomeado pároco daquela paróquia, o Pe. Marco Augusto quis também manifestar a sua “gratidão pelo voto de confiança para estar à frente numa comunidade concreta”. Uma comunidade a quem o jovem sacerdote também agradeceu, lembrando que a mesma faz-se com todos e não apenas pelo pároco.

Numa Quaresma “muito diferente das outras todas, mas se calhar também por isso mais Quaresma”, o prelado agradeceu as palavras do Pe. Marco Augusto e desejou que os fiéis saibam “aproveitar as dificuldades que vivemos por causa desta pandemia, para nos aproximarmos mais do Senhor, para sermos mais Dele e para sermos esta presença deste Deus que ama tanto cada um dos seres humanos que não hesitou em entregar o seu filho para que todos pudessem ter a vida”.