Cáritas Diocesana do Funchal homenageou D. Teodoro de Faria e Maria Castro

Capa - Pedras Vivas 14 de março de 2021

No domingo passado, dia 7 de março, a Cáritas Diocesana do Funchal homenageou o bispo emérito, D. Teodoro de Faria, que fundou a Cáritas na Madeira há 38 anos, e a voluntária mais antiga da instituição, Maria José Castro.

Nas entrevistas publicadas pelo Jornal da Madeira, os homenageados testemunharam a atividade e o papel da Cáritas ao longo dos anos.

D. Teodoro recordou que quando foi nomeado bispo incluiu nos seus planos a fundação da Cáritas, que já tinha demostrado vontade para vir para a Madeira. Assim nasceu o serviço da Cáritas Diocesana do Funchal, membro da Cáritas Portuguesa, no dia 25 de março de 1983. 

O bispo emérito do Funchal conta que mesmo antes da aprovação “houve uma reunião no Paço, já com diversos elementos. Nessa altura já o Dr. Luciano Castanheira, da Ação Católica, também falava da Cáritas e reunia-se com uma pessoa ou outra num prédio da Rua do Bispo, junto ao Museu de Arte Sacra. Mas como essa salinha não tinha condições, nós reunimos no Paço. Depois passamos a reunir na Capela de São Paulo, porque ficava perto, e tinha umas salas. Outras ocasiões reuníamos no Bom Jesus e, oito anos depois, reunimo-nos onde estamos agora”.

Para D. Teodoro de Faria, a Cáritas é “uma filha que já sofreu muito, mas venceu sempre” e recorda que muita gente trabalhou e se santificou na Cáritas e nos outros movimentos da Igreja. “De resto, e era sempre isto que eu dizia nas reuniões, para se trabalhar na Cáritas é preciso três coisas. A primeira, é um grande amor a Deus e ao próximo, a segunda, competência, e uma terceira, a união com a Igreja, porque a Cáritas é da Igreja”, disse o bispo emérito. 

A voluntária da Cáritas, que também foi homenageada, Maria José Castro, de 90 anos, referiu “se houve uma coisa que nunca gostei de dizer foi para as pessoas terem paciência, no sentido de se conformarem com as suas situações. Sempre entendi que dizer a uma pessoa ‘olhe tenha paciência‘ era uma forma de a descartar”. 

Por causa da pandemia e da idade, Maria Castro tem permanecido em casa. “Com todas estas restrições há um ano que não entro numa igreja, mas todos os dias leio as leituras do dia e medito um pedacinho. Mas devo confessar que estes tempos que vivemos não têm sido nada fáceis para mim”, referiu, acrescentando que tem esperança que “tudo isto vai passar” para voltar ao voluntariado e a dar catequese.

Foto: Duarte Gomes

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Pedras Vivas 14 de março de 2021 (A3)

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