Pandemónio em tempo de pandemia

D.R.

As políticas que, nas últimas décadas, se impuseram no Ocidente não são obra do acaso, mas fazem parte dum plano estratégico e muito bem organizado para destroçar a Família. Esta é o alvo principal a abater, para podere ser instalado um totalitarismo globalizante. 

 A Família é o lugar onde uma mulher e um homem se unem, procriam, protegem os filhos e amparam os pais. É o princípio básico da perpetuação da espécie e a estrutura nuclear das nossas sociedades. Sem a Família tudo se degrada, os filhos ficam ao sabor do estado e à mercê de predadores, vazios de afectos, de educação, de valores e de referências.

Nesta condição, debilitado e destroçado o ninho familiar, todos se tornam um terreno fértil para implementar as chamadas correntes progressistas e socialistas, de novos direitos e novos modelos, oriundos da corrente marxista.

Destruir o modelo de “Homem” tradicional, de pai e de marido, tornando-o menos masculino, ligth, um tanto ou quanto feminino se possível, fazer-lhe uma lavagem ao cérebro para implementar um novo “ software” e se poder identificar com a ideologia do género, a transexualidade e, a seguir, com o transhumanismo.

A mulher viu a sua essência feminina desvirtualizada pelas ideologias feministas radicais, buscando uma identidade masculinizada, renegando a maternidade e o casamento, em busca duma fictícia liberdade de si própria. Num aparente grito de liberdade, esconde-se e camufla-se um negócio muito rentável para as empresas que se dedicam ao aborto, nomeadamente a International Planned Parenthood Federation (IPPF).

Desconstruindo as características de ser Mulher ou Homem, esvaziados dos conceitos biológicos de Mãe e Pai, eis chegada a hora de desumanizar o “feto”, que muitos insistem em não reconhecer como “pessoa”, o que  permite fomentar e praticar o aborto sem infringir a lei. Estratégias manipuladoras com recurso aos media seduzem a humanidade e, a cultura de morte, com o aborto e a eutanásia, apoiada por líderes progressistas com o fim de, zelosamente, cumprirem a agenda 2030, da ONU.

Considerando que os idosos consomem muitos recursos e nada produzem, ousa-se eliminá-los, de forma asséptica e de luvas brancas. Destruindo o passado, a história e toda a memória colectiva ou individual, teremos uma sociedade mais facilmente manipulável. Sem filhos e sem avós, sem futuro nem passado, a humanidade desamparada e ausente de referências, navega sem horizonte nem destino, presa fácil da engenharia social.

A Conferência Internacional sobre a População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994, com um programa político sobre a planificação familiar e a sua confirmação no ano seguinte, na Conferência Mundial da Mulher, em Pequim, a qual já incluía o conceito de género em substituição de sexo, são um exemplo do que se tem vindo a fazer, com recurso a uma terminologia enganadora e o apoio de bilionários e multinacionais que investem muito dinheiro neste plano de desconstrução da humanidade.

Neste pandemónio instala-se uma pandemia, mortal para a humanidade e trucidadora para a economia e sociedade. Mais fragilizados, sem recursos, resta-nos a mercê de “empréstimos” cujo juro é ceder totalmente à radicalidade destas estratégias.

Será que podemos inverter este apocalíptico cenário em que as nossas vidas foram brutalmente mergulhadas?

Sim, claro que sim. São muitos os movimentos a favor da vida, que lutam pela dignidade da humanidade e da família.

 Saiamos da nossa zona de conforto, e perguntemo-nos: 

Que posso eu fazer?