O amor ao próximo

D.R.

O amor ao próximo não é uma palavra, um conceito, uma ideia. É ver, deixarmo-nos interpelar e agir. O Papa Bento XVI dizia: o amor cristão é gratuito, porque não espera recompensa; imediato, porque não espera que cheguem tempos ideais, responde às necessidades do agora; indiferente, porque não espera que aquele que necessita esteja de acordo com o que nós pensamos e vivemos para o ajudar. 

O próximo é, mais que tudo, um ser humano que está ali e precisa do nosso auxílio. É Cristo diante de nós a pedir acolhimento.

No entanto, o amor ao próximo, que sempre distinguiu os cristãos, ganha quando se organiza — quando as muitas mãos abertas trabalham em conjunto para ajudar.

A Cáritas, não é a única organização que existe para ajudar. No entanto, ela é a instância oficial da Igreja para a promoção da acção social dos cristãos. 

Ao longo desta semana, a Cáritas convida-nos a dar atenção ao amor que transforma. É que, muito mais que o auxílio em dinheiro ou em bens materiais, o que ajuda verdadeiramente, o que transforma de verdade, é o amor — o amor de Deus em nós, a converter o nosso coração; o amor de Deus presente no nosso olhar; o amor de Deus a agir naquilo que fazemos e somos. O amor de Deus em nós é a lei do mundo novo inaugurado com Jesus. E a Cáritas procura ser o espelho de tudo isso.