A noite clara de Natal, cheia de luzes, cores e música, traz ao coração da humanidade uma melodia de esperança na Palavra que nasceu. “O verbo fez-se homem e veio habitar connosco”.
A claridade das estrelas apontam para “o Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Ele é “a Luz verdadeira”, que vem iluminar a longa noite que paira sobre a humanidade, atravessada por uma pandemia ameaçadora. Uma noite feita de dor, solidão, doença e morte. Uma noite que parece não ter fim, mas que se renova com o aparecimento de novas estirpes cada vez mais contagiosas. Uma noite que não permite descansar nem baixar a guarda apesar de, felizmente, a vacina estar já a caminho.
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar”, escreve o profeta Isaias na primeira leitura da noite de Natal.
Há uma nova música que irrompe na escuridão da noite: “Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor”. Abriu-se a porta do céu e vozes celestes entoaram um “cântico novo”, cantando, “glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”.
Da simplicidade do presépio de Belém, brota a sinfonia de luz e paz, convidando-nos a louvar a Deus em coro de irmãos.
Na noite clara, cumpriu-se a promessa de Deus, que “visitou-nos como Sol nascente”. A Palavra em palhinhas deitada, diz-nos que nasceu o novo dia e, com ele, a confiança num mundo de alegria e paz.
Feliz ano novo!
























