Missa do Parto nos Álamos: D. Nuno desafia fiéis a serem sinais do nascimento do Menino 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal deu continuidade na manhã deste sábado, dia 19 de dezembro, à sua agenda no que toca à celebração de Missas do Parto. Neste dia, D. Nuno Brás deslocou-se à paróquia dos Álamos, onde exortou os fiéis a serem “sinais uns para os outros do nascimento do Menino”. 

Na homilia da celebração, em que se rezou por várias intenções, mas também pelo Club Sport Marítimo, seus dirigentes, funcionários e atletas, o bispo do Funchal lembrou precisamente que, ao longo dos tempos, “Deus vai nos dando sinais do seu amor” e da sua presença. 

De resto, disse, “precisamos desses sinais, que nos mostrem, mas que ao mesmo tempo não nos esmaguem e não nos destruam”. O nascimento de Sansão e mais tarde o de João Baptista, de que nos falavam as leituras do dia, foram “sinais que foram acordando o povo de Deus para esta realidade de um Deus que se faz homem”.  

Aliás, frisou D. Nuno Brás, “o grande sinal do amor de Deus é precisamente este Deus que vem até nós no presépio, numa realidade humilde, rodeado de animais, desconfortável”. É esta humildade, explicou que faz com que não tenhamos “nada que nos impeça de O acolher”. 

Depois há a Eucaristia, que é também “presença de Deus”. Uma “presença frágil, uma presença humilde”, mas “uma presença que nos vai transformando”. Este é, de resto, “o apelo que a liturgia de hoje também nos faz: o apelo a sermos verdadeiramente sinais da presença de Deus, uns para os outros”.  E “sinais visíveis de que Deus não nos abandona, mas está connosco, sinais visíveis de que Deus quer entrar na nossa vida, sinais visíveis de que Deus quer transformar a nossa vida e quer transformar a vida de toda a nossa sociedade, de que quer chegar a todos, quer falar a todos e quer dar a Sua vida a todos”.

D. Nuno Brás terminou a sua reflexão pedindo que agradeçamos “tantos sinais do Seu amor queEle nos dá” e agradeçamos “poder viver e celebrar mais um Natal, mesmo com todas as regras, com todas as normas e com todas as restrições”.  

“Que bom que é sermos, também nós, sinais do amor de Deus para todos os outros, crentes ou não crentes, porque os sinais são importantes para os crentes porque os confirmam na fé e importantes para os não crentes porque os convidam à fé”, constatou ainda o prelado, desejando que “a Eucaristia, e em particular estas Missas do Parto nos transformem em sinais, em presença interpeladora, presença do Amor de Deus para todos”. 

Se no início da celebração coube ao Pe. Héctor Figueira, pároco dos Álamos, agradecer a presença de D. Nuno Brás e desejar que essa sua presença fosse mais um modo de ajudar aquela comunidade a “caminhar bem para o Natal”, no final foi o bispo do Funchal que deixou votos de um Santo Natal para todos, “apesar de todas estas condições”. D. Nuno desejou ainda que “nos possamos encher de alegria, porque Deus está connosco, Deus vem até nós e quer nascer no nosso coração”. Além disso, o prelado pediu ainda ao Menino Jesus que traga “uma prenda boa” no sapatinho do Marítimo. 

De referir que amanhã, dia 20 de dezembro, o bispo do Funchal vai deslocar-se ao norte da ilha, mais precisamente à paróquia da Ponta Delgada, onde vai presidir à Missa do Parto das 6.30 horas.