Paramentaria São Lourenço:  A única loja especializada em artigos religiosos que serve padres e não só 

A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 17:30 horas.

Foto: Duarte Gomes

Fica situada no Centro Empresarial da Madeira, na Estrada do Aeroporto Nº 140 – Loja 3, junto ao Entreposto da Cancela, e é a única loja especializada em artigos religiosos, alfaias, objetos de culto e litúrgicos da ilha.  

Só que ao contrário do que se possa pensar, a Paramentaria São Lourenço, assim se chama o espaço, não é apenas uma loja para padres embora estes sejam, de facto, os seus maiores clientes, pois encontram ali tudo aquilo de que necessitam, desde uma peça de vestuário dita normal, até às peças usadas para celebrar. 

Na verdade, o cidadão comum também pode aceder a este espaço, onde encontra uma grande variedade de objetos religiosos para si ou para oferecer num momento importante na vida de alguém. 

Mas vamos por partes. No início, não foram os paramentos e as alfaias religiosas o principal foco da empresa. Na verdade, tudo começou em 2014, há seis anos, portanto, com o surgimento da “Clear Voice” e com a necessidade de dar resposta a uma outra lacuna: a da instalação e manutenção de sistemas de som e audiovisuais, nas Igrejas e espaços adjacentes, nomeadamente salões paroquiais.

Daí até aos sacerdotes começarem a solicitar outro tipo de artigos e objetos foi um pequeno passo, conforme nos explica Dinarte Gois que nos recebeu na loja, onde também trabalha a Catarina Nóbrega e mais duas outras pessoas, uma a tempo inteiro e outra a tempo parcial. 

Foi aí que, como diz o povo, se juntou o útil ao agradável e que nasceu a Paramentaria. Com alguns conhecimentos e contatos na área, Dinarte Gois acabou por comprar o recheio de uma loja, em Fátima, que encerrou portas e foi assim que tudo começou. 

Com o andar dos tempos Dinarte Gois, e restantes colaboradores, foram percebendo que para além dos padres e das paróquias, o cidadão comum também procurava este tipo de artigos para si e muitas vezes para oferecer, incluindo aos sacerdotes. “Havia pessoas que às vezes queriam oferecer alguma coisa a um sacerdote e não sabiam o que comprar nem onde”, conta Dinarte. 

Normalmente, estes clientes já chegam à loja já com uma ideia daquilo que pretendem. “Uma medalha, um cordão, um crucifixo para colocar em casa, ou a imagem de um santo”, são alguns dos artigos mais procurados. E se acaso os pedidos são de coisas mais específicas, que a loja não tenha na ocasião, entra-se em contato com os fornecedores. Foi o que aconteceu há tempos com uma imagem de Santo Ivo, padroeiro dos Advogados, mas haveria outros tantos exemplos para dar. 

Adequar-se à época do ano 

Consoante a época do ano, a Paramentaria procura disponibilizar aos seus clientes os artigos mais adequados. Neste momento, por exemplo, a loja está repleta de presépios de vários tamanhos, alguns feitos à mão, e de imagens do Menino Jesus.  

Outra área de atuação da empresa é o restauro, nomeadamente de madeiras e metais com centenas de peças já restauradas e também o fabrico de peças novas como foi o caso de “três coroas de ouro, que foram feitas a partir do ouro dado pelos paroquianos de uma determinada paróquia”, ou o caso de uma imagem em mármore de Cristo Rei, com 2,5 metros de altura e uma tonelada e meia de peso.  

O facto de trabalharem diretamente com fábricas, nacionais e internacionais, permite-lhes dar resposta às diferentes situações que vão surgindo, seja em que área for. Facto a registar é a aposta da empresa em participar nas feiras internacionais de artigos religiosos o que vem a tornar-se uma mais valia para as comunidades paroquiais.

Expansão nos Açores 

Entretanto, com a pandemia, a Paramentaria São Lourenço, para além de ter sentido uma quebra nas vendas, também teve de se adaptar à nova normalidade e reforçar as suas apostas, nomeadamente na área dos consumíveis.  

Ao conjunto de artigos que habitualmente tinha para fornecer às paróquias, nomeadamente velas, incensos, ceras, vinhos para missa, hóstias, etc., a Paramentaria juntou o álcool gel para as mãos e respetivos dispensadores, bem como os detergentes desinfetantes, para a limpeza e higienização dos espaços de culto. Além disso, passou a comercializar também máscaras, que passaram a ser de uso obrigatório para quem quer frequentar os locais de culto. 

A pandemia veio também atrasar a expansão nos Açores, mercado onde a empresa também tem vindo a apostar, e onde conta já com vários trabalhos realizados. Mais uma vez, a instalação de sistemas de eletroacústicos (captação e difusão) para o culto, fazem parte dos trabalhos realizados e daqueles que estão previstos para “o Faial, o Pico e São Jorge” e que devem avançar em janeiro, se a situação assim o permitir. 

E por voltar a falar da instalação de novo sistemas de som, refira-se a título de curiosidade que a “Clear Voice” já realizou um total de 76 intervenções na Madeira, entre salões, auditórios, capelas e igrejas (57). A estas juntam-se ainda as cinco realizadas em igrejas do Faial, Açores.