D. Nuno presidiu a Eucaristia que assinalou aniversário do Lar da Paz

D.R.

D. Nuno Brás presidiu ao fim da tarde da passada terça-feira, dia 8 de dezembro, a uma Eucaristia com que se assinalou o 29º aniversário do Lar da Paz – Lar de Infância e Juventude, Instituição Particular de Solidariedade Social, valência da Fundação Aldeia da Paz.

Uma oportunidade para o prelado agradecer, uma vez mais, o trabalho da instituição e para desejar que o mesmo possa prosseguir, em prol de todas aquelas crianças e jovens que o lar acolhe. São jovens do sexo masculino que chegam de diversas realidades, mas que têm em comum o facto de estarem numa situação de vulnerabilidade e a precisar de acompanhamento e orientação. 

Mas em dia dedicado à Imaculada Conceição, o prelado começou a sua homilia por explicar à assembleia, constituída pelos jovens que ali vivem, mas também pelos responsáveis e técnicos da instituição, entre os quais o seu diretor João Carlos Spínola, que “se nós fossemos Deus, perderíamos facilmente a paciência com este mundo, ao ver como as pessoas se comportam e vivem”.  

Para construir uma coisa nova e capaz, a partir do caos que se vive na atualidade, explicou, o “ideal talvez fosse destruir tudo e começar de novo”. Mas, lembrou, “não é assim que Deus faz”.  Esse não é o Seu modo de agir, embora Ele tenha plano.  

E esse plano para fazer um mundo novo, frisou D. Nuno Brás, é “arriscado” e consiste em começar qualquer coisa nova, no meio desta velharia toda”. Para isso, explicou, Ele arranjou uma espécie “vírus” – o vírus da Novidade – que se chama Jesus Cristo. Um vírus que nos é dado a nós cristãos. Somos nós, que “apesar de às vezes andarmos metidos na velharia do pecado, transportamos este vírus do mundo novo”. 

Mas a “prova provada de que o plano de Deus funciona é Maria, Nossa Senhora, a mulher que hoje celebramos”.  E nós estamos metidos no meio deste plano porque é connosco, e em nós, que Deus quer fazer esta humanidade nova”. 

“Esta celebração de hoje é um convite. Um convite a escolhermos e a dizermos que queremos fazer parte desta nova humanidade que Deus quer fazer connosco. Que aceitamos este desafio como Maria”, constatou o prelado. 

D. Nuno Brás terminou a homilia propondo à assembleia que “sejamos capazes de nos comprometermos com este plano que Deus tem para uma nova humanidade”, que “queremos entrar nesse plano, colaborar com Ele e viver nesta nova humanidade”.