Diocese avança com normas para as celebrações do Natal em tempo de pandemia

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal acaba de divulgar um conjunto de normas para a vivência do Natal, em tempo de pandemia. 

Na informação enviada às redações, D. Nuno Brás começa por referir que “este ano vamos ter de viver o Natal num contexto singular: a Covid-19 impõe-nos que celebremos a festa de um modo menos exuberante”.

Assim sendo, “as Missas do Parto serão celebradas, mas peço que sejam respeitadas as distâncias de segurança sanitária, e que, à saída, não existam ajuntamentos. As paróquias não irão promover os festejos que se seguem habitualmente àquelas celebrações”.

Quanto à Noite de Natal, o prelado apela a que “não se façam romagens, autos ou a ‘pensação do Menino’” e que o habitual beijo da imagem do Menino no final da Missa, seja “substituído pelo gesto do sacerdote que ergue a imagem do Salvador, enquanto toda a comunidade, sem sair do lugar, canta um cântico e se inclina em reverência. Em casa, a família é convidada a reunir-se à volta do Presépio enquanto um dos seus membros faz uma oração”.

Quanto aos Presépios paroquiais, “peço que seja previsto um circuito para as eventuais visitas, sempre no respeito das distâncias e regras sanitárias que se impõem”.

D. Nuno Bás conclui ainda que “se respeitarmos estas normas, e continuarmos a viver uns com os outros de uma forma cívica, segundo o que as autoridades de saúde nos aconselham, certamente nada nos impedirá de exteriorizar a alegria do Natal, a alegria de nos sabermos salvos por Cristo que vem ao nosso encontro”.

Conheça as medidas na íntegra:

“Cristo salva-te”. Toda a História, toda a vida da Igreja, toda a vivência e todas as manifestações da fé têm um objectivo: a salvação. Deus quer salvar-nos, dar-nos a Sua vida.

O objectivo da festa do Natal e de todas as celebrações é, por isso, a nossa salvação. Queremos deixar que Deus venha até nós e nos salve: a alegria da Sua presença; a alegria de, vendo-O assim, humano como nós, podermos mais facilmente partilhar a Sua vida enche de tal forma o nosso coração que precisamos de a comunicar.

O Natal e as suas festividades transformam o rosto das nossas Ilhas e de cada família madeirense e portosantense. As Ilhas enchem-se de luzes, de músicas próprias desta quadra. Mas este ano vamos ter de viver o Natal num contexto singular: a Covid-19 impõe-nos que celebremos a festa de um modo menos exuberante.

As Missas do Parto serão celebradas, mas peço que sejam respeitadas as distâncias de segurança sanitária, e que, à saída, não existam ajuntamentos. As paróquias não irão promover os festejos que se seguem habitualmente àquelas celebrações.

Na Noite de Natal, não se façam romagens, autos ou a “pensação do Menino”. O habitual beijo da imagem do Menino no final da Missa, será substituído pelo gesto do sacerdote que ergue a imagem do Salvador, enquanto toda a comunidade, sem sair do lugar, canta um cântico e se inclina em reverência. Em casa, a família é convidada a reunir-se à volta do Presépio enquanto um dos seus membros faz uma oração.

Quanto aos Presépios paroquiais, peço que seja previsto um circuito para as eventuais visitas, sempre no respeito das distâncias e regras sanitárias que se impõem.

Se respeitarmos estas normas, e continuarmos a viver uns com os outros de uma forma cívica, segundo o que as autoridades de saúde nos aconselham, certamente nada nos impedirá de exteriorizar a alegria do Natal, a alegria de nos sabermos salvos por Cristo que vem ao nosso encontro.

No Natal, Deus faz-se próximo de nós. Quer dar-nos a Sua Vida. Confiemos n’Ele porque nunca nos abandona. Mesmo no meio desta pandemia, façamos do Natal uma verdadeira festa cristã.

Funchal, 25 de novembro de 2020

+ Nuno, Bispo do Funchal