Solenidade de Cristo Rei: D. Nuno lembra que ser cristão é deixar que a nossa vida tenha a forma de Cristo

Foto: Duarte Gomes

Este ano, devido à pandemia, a peregrinação anual promovida pelo Conselho Central do Funchal da Sociedade de São Vicente de Paulo ao monumento do Cristo Rei, no Garajau, não se realizou. No entanto, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo foi assinalada na Eucaristia das 11:30 horas de domingo, dia 22 de novembro, na igreja do Caniço.

A celebração foi presidida por D. Nuno Brás que, refletindo sobre as leituras, lembrou à assembleia que “ser cristão é deixar que a nossa vida tenha a forma de Cristo”.

Depois de referir que “Deus anda à nossa, à tua, procura em cada dia que passa, para te encontrar, cuidar de ti, te dar a vida”, D. Nuno explicou que “existem dois modos de viver como ser humano: o modo habitual e o modo de Cristo, o primeiro Adão e o segundo Adão, o homem velho e o homem novo, o homem onde habita a morte e o homem onde habita a vida eterna, que é a vida de Deus”.

Numa celebração que contou com a presença do Conselho Central do Funchal, dos membros da Conferência Vicentina do Caniço e das crianças do primeiro ano da catequese que fizeram desta a sua festa do acolhimento, o prelado continuou dizendo ainda que “Deus nos procura para formar Cristo em nós”, sendo esse também o objetivo da catequese.

Esse processo de formar Cristo em nós, de “deixar que a nossa vida tenha a forma de Cristo”, lembrou o bispo diocesano, começa no momento do nosso batismo e continua vida fora, com a ajuda dos pais, das catequistas e toda a comunidade cristã.

E ter uma vida com a forma de Cristo, além de ser “um dos segredos do ser cristão”, implica ter “a forma de Cristo ressuscitado, a forma de Cristo glorioso, mas também a forma de Cristo que se identifica com aqueles que mais sofrem, com aqueles que não sabem que sentido tem a sua vida, com aqueles que são esquecidos, com aqueles de que ninguém se lembra”.

Quando celebramos a Festa de Cristo Rei, afirmou ainda o prelado, “celebramos isto precisamente”. Ou seja, “celebramos o facto de Deus querer dar forma à nossa vida, à nossa vida interior e à nossa vida exterior”. E nós “queremos agradecer-Lhe por isso e pedir-Lhe que em todos nós, desde os mais pequenos até aos mais velhos, Ele possa encontrar uma porta aberta para nos dar forma, a forma da sua vida”, concluiu.