Diocese do Funchal prepara Jornadas Mundiais da Juventude

D.R.

O Comité Organizador Diocesano (COD) da JMJ esteve reunido na passada segunda-feira, dia 9 de novembro, na Cúria Diocesana.

Neste encontro de trabalho, os 16 elementos que compõem o COD da Diocese do Funchal começaram a estudar algumas das atividades que poderão ser levadas a cabo todos os dias 23 de cada um dos meses que separam da realização das Jornadas. 

Além disso, estiveram também a preparar a atividade que dará início ao caminho português até à JMJ. Essa atividade, cujo programa será oportunamente divulgado, vai decorrer já nos próximos dias 28 e 29 de novembro, sábado e domingo, sendo que no domingo se inicia o tempo do Advento que vai de 29 de novembro a 24 de dezembro. 

No início da reunião os jovens contaram com a presença do bispo do Funchal, que partilhou com eles algumas das suas experiências de JMJ, nomeadamente nas Jornadas de Cracóvia (2016) e nas pré-jornadas e jornadas do Rio de Janeiro (2013) e em que teve oportunidade de constatar que o mais importante deste evento é “o encontro com Cristo, que se torna presente, visível, palpável naqueles jovens que ali estão”.

Ao COD, D. Nuno Brás lembrou que o que se lhe pede “é que preparem as pré-jornadas na ilha” e o acolhimento aos grupos que nelas vão participar”. E isso, explica, “significa perceber quantos grupos vêm, significa procurar paróquias para os receber e encontrar casas onde possam ficar alojados”. Esse acolhimento próximo, disse D. Nuno, “faz parte da mística das Jornadas” e “significa abrir a porta a Cristo”. 

O bispo diocesano partilhou com os jovens o seu sonho, “irrealizável”, reconheceu, ainda que “o milagre seja sempre possível”. E o sonho é: “Imaginem o que é arranjarmos aqui na diocese 1500 jovens, entre os de cá e os que vêm, metê-los no ‘Armas’, ou noutro barco qualquer, e fazer uma viagem do Funchal para Lisboa, com uma sala onde se pudesse ter Nosso Senhor exposto, outra sala onde se pudesse ter um rock cristão, uma sala onde se pudesse dormir, já agora… Creio que, para além das pré jornadas, isto daria aos jovens 24 horas de vivência”.

Para já, sonhos aparte, o prelado alertou os elementos do COD para a necessidade de procurar recursos e sobretudo de “mobilizar os jovens das paróquias”, os “jovens da Diocese” e “a própria diocese, toda, desde o presidente do governo, seja ele quem for, até à velhinha que reza o terço pela JMJ e que, eventualmente, abre a porta de casa para acolher dois ou três jovens”.

Depois, acrescentou, “é preciso acompanhar os jovens da nossa Diocese, naquela semana em Lisboa, levando os vários grupos às várias atividades” que são disponibilizadas. Tudo isto, acrescentou, “significa, antes de mais nada, perceber que o que convence, aquilo que vence, é Jesus Cristo presente na vida concreta daquela pessoa que encontrei”.  

Só assim as pré-jornadas, e as próprias jornadas, farão sentido e não serão “mera visita turística”, porque não é isso que se quer. “O que queremos é este encontro com Jesus Cristo, vivo, hoje”, explicou D. Nuno Brás, que frisou que as coisas a acontecerem assim, estaremos perante “uma revolução na nossa diocese” e o lançar “de uma semente de Evangelho que dará muitos frutos durante muitos anos”.  

D. Nuno Brás mostrou ainda a sua disponibilidade para estar ao lado dos Jovens, nesta missão que reconhece ser do bispo em primeiro lugar, e para fazer com eles esta caminhada de três anos, que pretende também “pôr a Diocese do Funchal a respirar vida cristã por tudo quanto é sítio”.