D. Nuno Brás confirmou 50 jovens e adultos no Caniçal desafiando-os a procurar a santidade

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal deslocou-se este sábado, dia 31 de outubro, à Paróquia do Caniçal, onde ministrou o Sacramento da Confirmação a um grupo de 50 jovens e alguns adultos. 

Na véspera da Festa de Todos os Santos, “dia em que se celebram milhares de santos reconhecidos pela Igreja”, foi sobre a realidade da santidade na Igreja que o prelado falou na sua homilia.  

Depois de lembrar aos crismandos a importância de receberem este sacramento, “uma das ajudas que Deus nos dá para vivermos santos”, neste dia, D. Nuno Brás deixou-lhes algumas pistas sobre como podem, também eles ser santos. 

A primeira realidade de que nós precisamos dar conta é que, ao contrário do que dizem os meios de comunicação social, ainda há “muita gente boa, muita gente que defende a justiça, muita gente que procura ser verdadeira, que dá o que é seu para ajudar os outros, muita gente que se esquece de si mesma por causa de um amigo, ou porventura de um inimigo”. 

Entre essas pessoas, explicou, há ainda aquelas que “nos fazem recordar Deus, como se Deus agisse ou falasse por meio deles” e que nos fazem “querer melhores” e nos envergonharmos daquilo que fizemos de menos bom.  

Esses, disse, “são os santos” ou como lhes gosta de chamar o Papa Francisco, os ‘Santos da porta ao lado’. São “as pessoas boas, que vivem ao nosso lado”. São “aqueles que se deixaram transformar por Deus, que todos os dias deixam que Deus viva com eles, aqueles que Deus fala de Jesus Cristo sem ser necessário palavras e que nos mostra que Jesus Cristo vive hoje”. 

Outra realidade que nos ajuda a caminhar para a Santidade é sermos, nós cristãos, filhos de Deus vivermos como tal e sermos sua presença no mundo. É difícil, é certo, mas “o segredo é deixar que Deus fale em nós, é deixar que Deus pense em nós, que Deus viva em nós”. É não se importar com as coisas materiais, com a sabedoria ou o poder porque isso não evita o esquecimento, mas antes se preocupar em ser genuinamente feliz. 

“O Espírito Santo que vocês vão receber ajuda-vos a isso, Deus ajuda-vos a isso”, lembrou o D. Nuno, para logo acrescentar que “Deus não vos esquece, assim vocês não se esqueçam Dele”. Esse, frisou, é o nosso drama. “Nós tantas vezes nos esquecemos de Deus”. Daí o apelo para que “o Senhor nos ajude a todos a sermos santos, a vivermos com Ele e a deixar que Ele viva connosco, que partilhe a nossa vida” e para que “Ele nos ajude a viver e ser como Seus filhos”. 

No final da celebração o Pe. Élio Gomes, atual pároco do Caniçal, agradeceu ao Pe. Pereira, seu antecessor, pelo trabalho realizado e também ao bispo do Funchal pela sua disponibilidade para presidir a esta celebração. 

O prelado, por sua vez, terminou pedindo à assembleia três coisas. A primeira foi que rezassem pelo Pe. Pereira, porque “a oração ultrapassa tempos e lugares e dá força”; a segunda que rezassem pelo Diogo, que está no seminário, para “continuar o caminho de disponibilidade para aquilo que Deus quiser dele” e finalmente rezassem para que apareçam “mais vocações sacerdotais e religiosas no meio de vós”.