No pórtico da esperança

D.R.

O início do mês de novembro vem até nós como um “pórtico da esperança”. No dia 1 celebramos todos os santos e no dia 2 os fiéis defuntos. 

Os santos são aqueles cristãos que durante a sua vida na terra foram testemunho e exemplo de vida cristã, que podemos e devemos seguir, e que, agora, no céu, contemplando o rosto de Deus, intercedem por nós junto do Pai. 

Os defuntos (aqueles que terminaram a sua “função”, a sua actividade) são os cristãos que, terminada a sua vida na terra continuam a sua condição de peregrinos, purificando-se para o momento em que, também eles, se possam apresentar junto de Deus.

Mas todos — santos ou peregrinos — são para nós a afirmação de que este mundo que vemos e no qual vivemos não é tudo, não esgota a vida. Pelo contrário: é apenas o início de uma existência.

Como afirma S. Paulo, “Se temos a esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens. Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que adormeceram” (1 Cor 15,19). A esperança convida a olhar mais longe. Sem desviar o olhar da terra que pisamos, colocamos o coração onde se encontra a vida eterna. E esse olhar faz com que os sofrimentos, os problemas e também as alegrias e conquistas de agora ganhem um novo sentido.