Suplemento “Pedras Vivas” – 25 de outubro de 2020

Raízes

“É necessário mergulhar as raízes na terra fértil e na história do próprio lugar, que é um dom de Deus”, escreve o Papa Francisco (Fratelli Tutti, 145).

O dia da dedicação da Sé do Funchal, 18 de outubro, coincidiu este ano com outras duas datas assinaláveis: o Dia Mundial das Missões e o Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja. Uma oportunidade para mergulhar na história da nossa Diocese!

A Sé, enquanto “mãe de todas as igrejas” da Diocese do Funchal, a primeira diocese global, está ligada à torrente missionária que a partir da Madeira se expandiu pelos territórios “descobertos e por descobrir” pelos navegadores portugueses. 

S. João Paulo II, cuja memória celebrámos esta quinta-feira, na sua histórica visita à Madeira, no dia 12 de maio de 1991, recordou que “da Igreja catedral do Funchal nasceram, nesses anos [séc. XVI], numerosas Igrejas locais que continuaram, ao longo dos séculos, e continuam ainda a proclamar o Evangelho e a tornar Jesus Cristo presente no mundo”.

Em 2014, na celebração dos 500 anos da diocese, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, enviado especial do Papa Francisco, expressou gratidão à diocese do Funchal “por ter ajudado e apoiado milhares de missionários que passaram por estas ilhas, antes do grande salto, com os navios da época, à América, à África e à Ásia”. 

O contato privilegiado da Diocese do Funchal com diversos povos e culturas ficou também registado na nossa arte e património, como vemos no Museu de Arte Sacra, na Sé e em diversas igrejas da diocese. 

O livro de D. Teodoro de Faria, “Ícones. A beleza salvará o mundo”, apresentado por estes dias, é mais um contributo neste diálogo entre evangelização e cultura, entre Ocidente e Oriente. 

Por tudo isso, a Sé do Funchal é muito mais do que uma igreja grande e antiga. A Sé é memória das raízes missionárias do Funchal, terra fértil onde cresce a árvore da Igreja diocesana.

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