Regressar à catequese com adaptações aos desafios da pandemia

Em Portugal as paróquias e comunidades procuram retomar a catequese, com alguma normalidade, acolhendo os mais jovens.

D.R.

Setembro é mês de regresso às aulas. Momentos de reencontro com os amigos, marcados este ano pelas rigorosas regras sanitárias devido ao perigo de contágio do novo coronavírus.

Também nas paróquias e nas comunidades se aplicam essas mesmas regras. Em particular, nos espaços dedicados à catequese. Uma preocupação acrescida para pais, catequistas, párocos e animadores.

Em tempo de pandemia, os desafios são enormes. O Secretariado Nacional da Educação Cristã publicou o documento ‘Orientações para a Catequese em tempo de pandemia’ para “ajudar a pensar e a encontrar soluções e alternativas”.

D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, é o presidente da Comissão Episcopal para a Educação Cristã e Doutrina da Fé. Em declarações à Agência Ecclesia afirma que é preciso observar com atenção como decorrem as primeiras semanas de aulas para depois se iniciar a catequese.

“Deixemos que a Escola inicie as suas atividades, as suas aulas e nós comecemos em meados ou finais de outubro a nossa catequese” – afirmou.

O presidente da Comissão Episcopal para a Educação Cristã e Doutrina da Fé recorda que devem ser cumpridas as normas sanitárias como a desinfeção das mãos e uso de máscara e deixa um conselho: “não termos medo, mas estarmos atentos”.

“Não termos medo a avançar, mas não nos desleixarmos na aplicação nas normas. E isto é fundamental” – frisou.

D. António Moiteiro assinala a importância da catequese presencial sem esquecer a necessidade da opção online. Aconselha os catequistas a não terem muita pressa de iniciar os encontros.

“Os catequistas não tenham muita pressa” – aponta.

No início deste ano pastoral, D. António Moiteiro defende a importância de serem feitas adaptações à nova realidade da pandemia.

Crianças e adolescentes regressam à catequese em Portugal. Os encontros dos grupos de jovens tentam retomar atividades. Mas, a atenção às normas sanitárias é essencial, num momento novo para todos. Adaptar é o verbo a conjugar. Concretizando na vida quotidiana das comunidades cristãs.

Rui Saraiva – Porto