“Não podemos”

D.R.

Reli há dias um texto do Papa Francisco em que se fazia referência aos Mártires da Abitínia.

Abitínia era uma cidade do Império romano situada no norte de África, na actual Tunísia. No início do século IV, o Imperador Diocleciano desencadeou a perseguição mais feroz que os cristãos tiveram que suportar nos tempos do Império Romano. Por todo o Império (de Lisboa a Palmira; de Iorque a Mênfis) muitos foram aqueles que preferiram a vida eterna a negar a fé cristã.

No ano 304, um conjunto de 49 cristãos de Abitínia foram surpreendidos enquanto celebravam a Eucaristia de Domingo. Presos, torturados e conduzidos ao Procônsul, confessaram ser cristãos e ter estado na Missa dominical. Quando lhes foi perguntado porque estavam a participar na Eucaristia, apesar de ser proibido, um deles respondeu: “Sine Dominico non possumus” (“Sem o Domingo não podemos viver”).

A Eucaristia de Domingo não pode ser, também para nós, cristãos do século XXI, um simples hábito de fim de semana. Como aqueles cristãos de há 1700 anos, também hoje não é possível viver como cristãos sem a Eucaristia de Domingo. Como dizia o Papa Francisco: “Aqueles cristãos do norte de África foram assassinados porque celebravam a Eucaristia. Deixaram o testemunho de que se pode renunciar à vida terrena pela Eucaristia, porque ela nos dá a vida eterna, tornando-nos participantes da vitória de Cristo sobre a morte”.