Bispo agradeceu dons concedidos à diocese por meio do cónego Ribeiro 

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu ao início da manhã desta segunda-feira, dia 7 de setembro, na Sé do Funchal, às exéquias solenes do cónego Francisco Xavier Gomes Ribeiro, que faleceu no passado dia 5, aos 91 anos.  

Na homilia da celebração que contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, de familiares e amigos do falecido, D. Nuno Brás agradeceu ao Senhor “todos os dons que Deus concedeu à nossa diocese por meio do senhor cónego Ribeiro, ele que foi, “um exemplo de vida sacerdotal e um exemplo de vida cristã”.  

Na ocasião, o prelado refletiu sobre as leituras, nomeadamente sobre o facto da “esperança dos justos estar cheia de imortalidade”. Esperar, disse, “significa sempre colocar o nosso coração para lá das fronteiras, para lá dos limites daquilo que demos e daquilo que recebemos e daquilo que podemos”.   

“Mas que a esperança esteja cheia de vida, essa é verdadeiramente uma característica  dos justos”, explicou o prelado para logo acrescentar que essa esperança “não é simplesmente um desejar, não é simplesmente um sonhar, um idealizar” ou o “fruto de um conjunto de raciocínios, mas uma esperança que é vida e que é vivida com e a partir de Deus, que deixou de ser alguém distante, mas que passou a ser a luz, o centro da existência do justo”.  

Nós cristão, disse ainda D. Nuno Brás, sabemos muito bem que “Deus nos abraça, nos envolve e nos garante esta vida plena, que é a vida de Deus” e a vida de Deus connosco.  

“Creio que a vida do senhor cónego Ribeiro foi assim. Uma vida mudada, transformada com esta maravilha do Mistério Pascal, com esta maravilha de um Deus que insiste em fazer caminho connosco”, constatou D. Nuno Brás para logo frisar que se tratou de “uma vida que acolheu a morte e a ressurreição de Jesus Cristo no momento do batismo, uma vida que se deixou transformar por Jesus Cristo, uma vida que se colocou ao serviço do próprio Ministério Pascal, como sacerdote”.  

Neste contexto desejou que o cónego Ribeiro possa continuar a ser um “testemunho de vida serena, mas nem por isso menos entusiasmada”, de quem se deixa encontrar e transformar por Deus   

Terminou pedindo ao Senhor que “o acolha no seu reino e lhe dê a participar da plenitude da sua vida”, desejando ainda que “o exemplo do senhor cónego Ribeiro, nos torne melhores cristãos e melhores sacerdotes”.  

No final da Eucaristia, concelebrada pelos bispos eméritos D. António e D. Teodoro, o bispo diocesano apresentou as suas condolências à família, referindo que “são certeza de vida eterna e de ressurreição”.