D. Nuno Brás recordou “figura grande da fé” que foi Frei Pedro da Guarda

Foto: Duarte Gomes

Celebrou-se ontem, dia 27 de julho, uma Eucaristia no Convento de São Bernardino em que se fez memória dos 515 anos do falecimento de Frei Pedro da Guarda.

A Eucaristia foi presidida por D. Nuno Brás, que ali celebrou pela primeira vez, tendo este lembrado “esta figura grande da fé aqui na nossa ilha que foi Frei Pedro da Guarda”.

Depois de lembrar que Frei Pedro da Guarda “viveu numa época muito conturbada, talvez muito semelhante à nossa, com um mundo novo a aparecer”, o prelado explicou que nessa altura apareceram “movimentos de refontalização da Igreja”, ou seja, em que a Igreja “olhando para si mesma disse: precisamos de regressar à seriedade das realidades primeiras”.

Esse é, de resto, “o grande desafio que também nos é colocado”, disse D. Nuno Brás, embora considere que a grande reforma da Igreja “passa por se adaptar, cada vez mais, àquilo que Jesus Cristo quer” e não ao que as pessoas acham.

“Nós ouvimos muitas vezes dizer que a Igreja tem de se modernizar, que a Igreja tem de se atualizar. O que as pessoas querem dizer é que a Igreja tem de falar a linguagem do homem e da mulher que são nossos contemporâneos. Mas não tenhamos dúvidas a grande reforma da Igreja não é a de se adaptar àquilo que o mundo pensa ou quer, mas sim ao que Jesus quer”, frisou, para logo aludir à primeira leitura que alertava para a necessidade de se ouvir e fazer a vontade de Deus.

Frei Pedro da Guarda, lembrou D. Nuno, veio para a ilha precisamente “à procura de espaço para viver com Deus” de um espaço para “escutar Deus”. E esse, disse, “é o segredo da vida de Frei Pedro da Guarda: escutar Deus e procurar fazer a sua vontade”.

Daí o apelo do prelado para que também nós “sejamos capazes de imitar o seu exemplo, de escutar o Senhor e procurar obedecer à palavra de Deus. Quer dizer a transformar, a conformar a nossa vida com a vontade do Senhor”.

No final desta Eucaristia, concelebrada por D. António Montes, pelo Frei Nélio Mendonça, o Frei Alexandre Jorge e o Pe. Carlos Almada, coube precisamente ao Frei Nélio agradecer a presença de D. Nuno Brás, nesta igreja que, disse, “não é uma igreja qualquer, já que foi aqui que funcionou a paróquia de Santa Cecília durante 50 anos”, continuando ainda hoje a ser “o coração espiritual da paróquia”. Agradeceu também aos “irmãos da Ordem Franciscana Secular, que desde há muitos anos se envolvem na dinamização desta celebração” em memória de Frei Pedro da Guarda, ele que tem “um lugar particular no coração dos madeirenses e sobretudo no coração dos Cristão que vivem e trabalham neste concelho de Câmara de Lobos”.