Cónego Damasceno: D. Nuno agradece determinação com que sempre deu testemunho de Jesus Cristo

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu esta quarta-feira, dia 15 de julho, na Sé do Funchal a uma Eucaristia de ação de graças pelos 75 anos de sacerdócio do cónego António Damasceno.

Logo no início da celebração, que foi precedida de muitas manifestações de carinho e apreço, o prelado frisou que “hoje, a nossa diocese exulta de alegria” por todos estes anos de sacerdócio, sublinhando que o cónego Damasceno “foi um ponto de referência da diocese, do clero diocesano e religioso, e um ponto de referência para os cristãos da nossa ilha”.

“Agradecemos muito ao homem, e ao sacerdote, o exemplo e a dedicação e muitas vezes também o mau génio e a determinação com que ele sempre deu testemunho de Jesus Cristo”, acrescentou.

Na homilia desta Eucaristia, em que participaram os bispos eméritos vários sacerdotes e familiares do jubilado, D. Nuno Brás refletiu sobre as leituras do dia, que “centram a nossa atenção na realidade de Deus e da nossa vida com Ele”.

“Jesus hoje fala-nos do Pai e desta intimidade que ele tem com o pai, a partir da qual nós começamos a perceber, a vislumbrar, aquele mistério de Deus, de um Deus que é amor, que é comunhão e que o filho nos dá a nós a graça de participar”, explicou.

Ser cristão, lembrou D. Nuno, “não é simplesmente cumprir um conjunto de regras, ou perceber que haverá alguma coisa… Ser Cristão é conhecer a Deus como o filho o revelou. É participarmos desta vida que Jesus Cristo nos quer dar”. Essa, frisou, “é a grandeza do Cristão”. Uma grandeza que, adiantou, apenas está ao alcance daqueles que se “dispõem a ser discípulos, porque é graça, é dom, não é conquista nossa”.

“E que bom que é viver neste amor do Filho e do Pai, apesar das nossas infidelidades, dos nossos pecados, das nossas incapacidades ser-nos dado a viver o amor de Deus, referiu ainda o bispo diocesano para logo acrescentar que “ao longo destes 75 anos da sua vida sacerdotal, o senhor cónego Damasceno foi dispensador, presença deste amor de Deus que nos salva, que nos chama, que nos convida a vivermos esta vida que é a vida da eternidade”.

“Demos graças a Deus por todos os sacerdotes e demos graças a Deus, de uma forma muito particular pelos sacerdotes da nossa diocese, dispensadores desta vida divina e de uma forma muito particular e sentida por aquilo que são estes 75 anos de sacerdócio do senhor Cónego Damasceno”, exortou D. Nuno que disse ainda que “na sua vida em cada hora, em cada momento, e mesmo agora nestes momentos de maior fragilidade, ele ser esta possibilidade de nos acercarmos, de tocarmos, a graça de Deus”. Colocado todas as suas capacidades, e são tantas, ao serviço da Igreja do Funchal, ao serviço da Igreja e dos cristãos”.

De resto, acrescentou, “esta nossa Igreja do Funchal está-lhe muito agradecida por aquilo que é, por todos estes 75 anos de serviço, pelo amor que tem a esta nossa Igreja do Funchal, pelo amor de que sempre foi testemunho, pelo amor a Jesus Cristo”.

D. Nuno concluiu a sua homilia desejando que “o Senhor o continue a abençoar e o continue a recompensar”, na certeza de que “de uma forma ou de outra, quando algum dia se falar na figura do cónego todos nos lembraremos, imediatamente, do senhor cónego Damasceno”, ele que é “prova concreta, visível do amor de Deus”.

Nesta celebração coube ainda ao cónego Vítor Gomes, atual pároco da Sé dizer algumas palavras ao jubilado. Depois de recordar que o cónego Damasceno foi pároco da Sé durante 35 anos, “paróquia por quem ele tanto fez”, deixou também “a gratidão da nossa paróquia em união nesta ação de graças e os votos de que o Senhor lhe dê cem vezes mais aquilo que Ele recebeu dele”.

Como nota de reportagem de referir que o cântico do ofertório – “Tomai” – foi composto pelo cónego Damasceno, que por várias vezes ao longo da celebração se mostrou visivelmente emocionado, assim como o cântico “No silêncio”, que o próprio entoou no final da celebração.

Nota ainda para o momento em que D. Nuno Brás, à semelhança do que acontece nas Missas Novas, beijou as mãos do jubilado, num gesto que disse ser “digno e justo” que assim acontecesse.