Bênção dos escapulários na Calheta

Foto: Silvio Mendes

Nossa Senhora do Carmo, cuja festa litúrgica se celebra no dia 16 de julho, vai ser louvada no domingo 19 de julho, nas missas celebradas às 8 horas na igreja do Atouguia, às 9h30 na igreja de São Francisco Xavier e às 11 horas na igreja da Calheta.

Haverá a cerimónia da bênção dos escapulários. O Pe. Silvano Gonçalves, pároco daquelas comunidades da freguesia da Calheta, presidirá ás cerimónias religiosas.

O escapulário é uma peça de vestuário bastante comum na Idade Média. Tratava-se de duas longas tiras de pano — uma que pendia sobre o peito, outra que caía às costas — ligadas por largas alças, colocadas sobre os ombros. Daí procede seu nome. Escapulário vem da palavra latina scapula, que quer dizer “espáduas, ombros”. Seria uma espécie de avental a ser vestido sobre a túnica para protegê-la durante o trabalho, para não sujá-la ou estragá-la.

Como se lê na Wikipedia «o escapulário só pode ser utilizado após uma singular cerimónia de imposição, realizada pelo sacerdote que impõe ou veste o fiel com o escapulário que não deve ser retirado, deixando de utilizar. Quando o fiel recebe este escapulário recebe uma “veste” como os monges e frades da Igreja Católica».

«O escapulário do Carmo é um sacramental, ou seja, é um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja. Concretamente, como meio de consagração, o escapulário fala – como dizia o Papa Pio XII – de humildade, de castidade, de oração contínua e de todas as virtudes da Mãe, das quais o devoto se deve revestir e é convidado a uma íntima união com Deus e ao serviço humilde do próximo na Igreja.

A devoção dos católicos afirma que, com o seu materno amor, Maria cuida dos irmãos do Seu Filho que ainda peregrinam, vivendo no meio de perigos e dificuldades, até que cheguem à Pátria Celeste. A doutrina católica afirma: «um verdadeiro devoto de Maria salva-se». O Escapulário do Carmo, assim entendido, concretiza a maternidade espiritual de Maria que protege na vida, salva na morte e intercede depois a morte».