Pe. Filipe Santos: Retiros são oportunidade de olhar para o fundamento do nosso ministério

Foto: Duarte Gomes

Terminou ao fim da manhã de sexta-feira, dia 10 de julho, o segundo turno do retiro do clero que decorreu durante toda a semana, na Casa de Retiros do Terreiro da Luta.

Este segundo turno contou com a participação de 13 sacerdotes e foi orientado pelo pe. Filipe Santos, Diretor Espiritual do Seminário de Caparide.

Sobre o convite de D. Nuno Brás para acompanhar estes sacerdotes madeirenses neste tempo de reflexão, o Pe. Filipe disse que o encarou como “uma graça” e um momento para “colaborar com esta diocese”, mas também como uma oportunidade para ele próprio, “rezar, neste sítio belíssimo, e crescer na intimidade com Nosso Senhor e perceber as razões do meu ministério”.

De resto, e sem um tema definido, o Pe. Filipe optou por “olhar muito para o coração de Jesus ao longo destes dias, uma vez que nós somos padres e estamos configurados com Cristo sacerdote e olhando para Jesus, contemplando os vários traços do coração de Jesus, podemos sempre aprender a sermos padres configurados com ele”.

Para o Diretor Espiritual do Seminário de Caparide, estas pausas na rotina dos padres são sempre “momentos de graça, porque são momentos de nós olharmos para aquele que é o fundamento do nosso ministério, e esse só o encontramos em Jesus e é a partir de Jesus que havemos de repensar a nossa forma de exercer o nosso ministério, configurados com Jesus Cristo”.

Além disso, estas pausas são também e conforme disse o sacerdote, “uma oportunidade única para revermos como é que tem sido a nossa vida, como é que tem sido o nosso zelo pastoral, quais são as nossas prioridades, no fundo – eu dizia-lhes isso esta manhã – é imitar Jesus que, ao longo da sua vida pública se retirava para momentos de oração e para, junto do pai, perceber o sentido da sua missão”.

Até mesmo as pausas forçadas, como a motivada pela pandemia, podem acabar por ser positivas. Foi isso que aconteceu com os 23 alunos de várias dioceses, incluindo a do Funchal, que este ano frequentaram o propedêutico em Caparide.

O período de confinamento, explica o Diretor Espiritual do seminário acabou por “não alterar muito daquele que é o nosso ritmo no dia a dia. Antes pelo contrário.  Até facilitou”. Na verdade, garante, esse período acabou por ser “um tempo muito bonito, em que estivemos mais uns com os outros a fazer esta experiência de permanecer naquela que é a rotina do seminário, mas mais concentrados”

De referir que este segundo turno do retiro do clero, promovido pela Diocese do Funchal, terminou com uma Eucaristia presidida por D. Nuno Brás, ele que também participou no retiro durante toda esta semana.