O último Livro que li: A Família, os Direitos do Homem e a Vida Eterna

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A sociedade ocidental sofreu enormes transformações ao longo do século XX.

As ideologias deste século tentaram substituir a religião cristã por uma laicista e exacerbada visão de um mundo sem Deus, mas exactamente por isso, livre, sem barreiras, onde tudo é possível, viável e ilusório, na medida em que a realidade é transformada pela subjectividade do sujeito individual, sem referências superiores, suplantado na matéria, e reduzido a um conjunto de fenómenos terrenos e absurdos.

A revolução individualista que se deu, transformou a sociedade, fragilizou as famílias, o casamento e alterou os direitos humanos, que tendo sido proclamados após a II Guerra Mundial como uma reafirmação dos direitos naturais, promovem hoje, desesperadamente, direitos antinaturais, como o aborto, o eugenismo e a eutanásia, espelhando o resultado dum esvaziamento interior, de pertença, de afecto e de família.

Uma sociedade laicizada, comercializada e diluída num presente sem futuro eterno, reduz o homem a um individuo solitário, perdido e alienado do seu sentido de vida, mergulhado na solidão e no desespero.

Nesta pequena grande obra, A Família, os Direitos do Homem e a Vida Eterna, de Grégor Puppinck , somos conduzidos a uma reflexão muito séria sobre as consequências da revolução individualista, ao mesmo tempo que o autor nos aponta os antídotos para ultrapassar esta fase solitária da humanidade.

Uma ponte de esperança que nos ajudará a alcançar a outra margem da salvação, pois “o futuro faz-se onde as pessoas se unem em torno de convicções que dão forma à vida”.