Cónego Fiel agradece a Marcelo por nos “vir animar na caminhada e na esperança” contra o vírus

O vigário geral falava este domingo na Eucaristia das 10 horas, no Colégio, celebração que foi presidida por D. Nuno Brás.  

Foto: Duarte Gomes

O Presidente da República, que se encontra na Madeira desde o fim da tarde do passado sábado, dia 4 e julho, reservou a manhã deste domingo para ir à missa, tendo para tal escolhido a Igreja do Colégio. 

Nesta celebração, presidida por D. Nuno Brás, o presidente da República fez-se acompanhar do Representante da República, Ireneu Barreto, do Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, do vice presidente do Governo Regional, Pedro Calado, e dos secretários regionais Pedro Ramos (Saúde), Eduardo Jesus (Turismo) e Rui Barreto (Economia). 

Na homilia o bispo diocesano refletiu sobre uma situação que nos pode causar estranheza: Jesus nos convidar a tomar Seu jugo. Tanto mais que entendemos o jugo como sendo sempre algo pesaroso, difícil de carregar.   

No entanto, este jugo era diferente dos demais. Era um jugo que, “em vez de escravizar e diminuir o ser humano, o eleva”. De facto, disse D. Nuno Brás, “aquilo que o Senhor propõe aos seus discípulos, a nós, é antes uma ligação entre Ele e cada discípulo em que o próprio Jesus se possa tornar o companheiro de caminho, de trabalhos e canseiras”.

Uma ligação de tal modo indestrutível que, frisou, “Deus experimenta os trabalhos e sofrimentos próprios da vida humana, os faz seus, e assim nos ajuda a vivermos cheios de sentido mesmo quando à vista de todos podem parecer insensatos”. 

Uma ligação e um compromisso que Deus assumiu connosco ao fazer-se homem, o Jesus de Nazaré e ao esclarecer verdadeiramente e dessa forma o mistério do homem. A partir desse momento “Deus faz sua a nossa existência e nós podemos vivê-la com Ele ao nosso lado e fazer nossa a sua vida”. 

“Mas não é apenas Deus quem ajuda. Também nós podemos ajudar o próprio Deus”, lembrou D. Nuno Brás, sublinhando que lhe podemos e devemos “confiar a nossa vida, deixando que Ele a viva connosco e fazendo nosso o Seu jugo suave e leve e encontraremos descanso para as nossas almas”.  

No final desta celebração, antes da bênção, coube ao cónego Fiel de Sousa, Vigário Geral e Reitor da Igreja do Colégio, agradecer a Marcelo Rebelo de Sousa por ter escolhido este espaço de culto para cumprir o seu dever dominical, mas também “pela amabilidade de nos visitar em contexto de pandemia, para nos animar na caminhada e na esperança de prosseguir a luta contra o vírus”. 

O vigário geral lembrou ainda a chegada dos franciscanos e o seu papel na defesa dos madeirenses aquando das invasões dos corsários franceses que, “à semelhança desta pandemia, espalhavam o medo, o sofrimento e a morte” e a agradeceu ainda ao coro, orientado pela professora Isabel Gonçalves, que “todos os domingos anima a nossa Eucaristia”.