D. Nuno desafia fiéis a serem “ousados peregrinos da santidade” como São Josemaria

O bispo do Funchal diz mesmo que a resposta a essa vocação é “tarefa irrecusável” e “batalha a que não podemos fugir”

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu sábado, dia 27 de junho, a uma Eucaristia em memória de S. Josemaria Escrivá, cujo dia a Igreja assinalou na passada sexta feira.

Nesta celebração, que se realizou na Igreja de São Pedro, no Funchal, D. Nuno Brás recordou aquele que foi o fundador do Opus Dei e deu “graças a Deus pela vida de santidade de S. Josemaria Escrivá”. Ele que, disse o prelado, “é para toda a Igreja exemplo de vida Cristã” e “um intercessor que apresenta ao pai as nossas súplicas”. 

Como exemplo de vida cristã, explicou, “S. Josemaria sublinhou de modo particular a vocação universal à Santidade, não como exceção heroica, mas como normalidade quotidiana do cristão que trabalha e que caminha para a meta da sua existência que é Deus”.  

De resto, acrescentou mais adiante na sua homilia, “a nós seres humanos, Deus dirige um convite que é um mandamento de caminhar e crescer”. E isso só é possível, “graças à liberdade”. Ou seja, a “possibilidade de crer, de decidir e de eleger os caminhos da existência, possibilidade de amar” e de “deixar o primitivo estado selvagem”, e que nos exige o desenvolvimento, a construção do sonho”.  

Depois de sublinhar que “cultivar” e “criar” são “a norma da universal vocação à santidade”, D. Nuno Brás lembrou que, para os cristãos, a resposta a essa vocação é “tarefa irrecusável” e “batalha a que não podemos fugir”.  

“Temos, todos nós cristãos, a missão da santidade. É que, desde o momento do nosso batismo, a nossa vida distingue-se de toda a realidade criada, não apenas pelas qualidades que são próprias do ser humano, como sobretudo pela transformação e elevação da natureza por meio da graça que são próprias de um cristão”, constatou o bispo diocesano. Assim sendo, prosseguiu, “os cristãos não podem ter a desculpa nem da ignorância, nem da impossibilidade, porque desde o batismo a sua vida é a vida de Jesus Cristo”. Por outras palavras, “não é fruto da sua conquista, do seu saber, do seu trabalho”, mas é “oferta deliciosa de Deus” e “fruto da misericórdia divina, que não olhando às más escolhas da nossa liberdade, nos concede a graça de caminhar com Ele e para Ele, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo”. 

Assim sendo, “ser cristão é viver a vocação à Santidade. Não há fuga possível”. Na verdade, há “somente trabalho a realizar, tarefa a cumprir, graça a ser acolhida”. O bom, disse, é que “não o fazemos sozinhos. Connosco está uma multidão de irmãos, de que se destaca a Virgem Santa Maria e, neste dia em que fazemos dele memória, S. Josemaria Escrivá. Mas connosco vai sobretudo o Senhor Jesus Cristo, que se faz companheiro de caminho”.

Neste contexto, D. Nuno Brás terminou esta Eucaristia, concelebrada pelo cónego João Dias, pároco de São Pedro, exortando os fiéis a pedir a São Josemaria, que “interceda por nós e nos ajude a ser ousados peregrinos da santidade em cada dia e em cada momento da nossa vida”.