Machico: Aniversário da Confraria do Santíssimo assinalado com Eucaristia presidida por D. Nuno Brás

Foto: Duarte Gomes

A Comunidade Paroquial de Machico esteve em festa no sábado, dia 20 de junho, pela passagem do segundo aniversário da Confraria do Santíssimo Sacramento. A data foi assinalada com uma Eucaristia, presidida por D. Nuno Brás.

No início da celebração, o bispo do Funchal disse ser importante que exista uma confraria do Santíssimo Sacramento, “que faça não apenas a festa profana, mas em que todos se ajudem como irmãos”. De resto, lembrou, “é isso que quer dizer confraria: confrades, irmãos uns dos outros, para ajudar , para se entre ajudar no louvor, no culto, na adoração ao Santíssimo Sacramento”.  Aliás, frisou, “isso é mesmo o mais importante de uma Confraria do Santíssimo Sacramento, em que todos se entreajudam para celebrar a Eucaristia e louvar o Santíssimo Sacramento”.

Na homilia, o prelado refletiu sobre as leituras e lembrou que, apesar de acharmos que “Deus se diverte connosco”, como “um gato que brinca com um rato”, que “não se importa”, com o que nos acontece isso não é verdade.

Aliás, explicou, “as leituras de hoje, dizem que Deus sempre se importou connosco”. E importou-se não só com a humanidade no seu todo, “mas com cada um de nós” (‘Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados’, Mt 10,26-33) de quem cuida a toda a hora.

“Neste preciso momento Deus está a pensar e a amar a cada um de nós”, frisou D. Nuno Brás, para logo referir que “Deus faz tudo o que está ao seu alcance para que nós tenhamos a vida e a vida em abundância”.

Mas a verdade, acrescentou, é que “nós em relação a Deus, somos como uma criança. E como uma criança, muitas vezes havemos de perguntar a Deus: Mas senhor, porquê? Porque é que aconteceu isto a esta pessoa, que é tão boa enquanto que ao outro, que é pecador, está ali feliz e contente”. Mas também “havemos sempre de perceber que Deus nos ama e faz tudo o que está ao seu alcance por nós, de tal forma que Ele vive o sofrimento da cruz, experimenta o que é morrer”. Ele que na cruz, se sentiu também abandonado, mas que nunca duvidou de Deus, da sua existência e do seu amor por nós traduzido na Eucaristia, no Santíssimo Sacramento, onde Ele se faz “um connosco”. Por isso mesmo, disse, devemos dar graças.

Dirigindo-se de novo aos Irmãos da Confraria do Santíssimo, D. Nuno desejou que “a Confraria do Santíssimo possa ser também este sinal e possa mostrar sempre este sinal do amor de Deus para com todos.”

No final da celebração o prelado desejou ainda que “estes dois [anos] sejam 200, com outro bispo e outros irmãos. Isso significa que nós fomos capazes de transmitir este amor à Eucaristia e esta presença do amor de Deus na Eucaristia, que é o centro da nossa vida Cristã”.

Já o cónego Manuel Martins, pároco de Machico, também já havia deixado os “parabéns” à confraria numa publicação que fez na página da paróquia, em que anunciava a visita de D. Nuno Brás, desejando que “este aniversário seja uma referência a marcar o fim de um ano com muitas e boas atividades pastorais, e o início de um novo ano para viver com intensidades o amor e a devoção à Sagrada Eucaristia.”

Nesse mesmo ‘post’ o pároco de Machico agradecia a D. Nuno Brás a  “amabilidade e generosidade em vir até nós para juntos celebrarmos e sermos confirmados na comunhão da fé com o nosso Pastor”.