O que está mal no mundo?

D.R.

Quando lhe perguntavam o que estava mal no mundo, o grande pensador e escritor inglês Gilbert Keith Chesterton respondia, invariavelmente: “eu”.

Em vez de olhar para o que estava ao seu redor e tentar perceber o que não estava de acordo com o seu pensamento, com a sua vontade, com os seus gostos e opiniões, Chesterton, começava antes por olhar para si mesmo. Percebia que o seu orgulho — quer dizer: a atitude de se colocar como o critério e juiz do mundo — era o grande problema. 

Para ele, o orgulho é uma ausência de amor e daí derivam todas as injustiças. Por isso, o primeiro problema do mundo, do nosso mundo, não são os outros nem as estruturas que nos rodeiam. O grande problema é cada um de nós e a incapacidade de nos colocarmos em questão. Antes de querermos mudar o que está à nossa volta, para que seja mais semelhante aos nossos gostos, procuremos mudar o nosso modo de ser, de viver. 

E, já agora, uma última indicação de Chesterton. Dizia ele que, como é difícil viver como cristão, a grande maioria nem sequer experimentou. Talvez valha a pena deixar o nosso orgulho e experimentar ser cristão a sério.