A Luz da Paz de Belém chegou à nossa Diocese. No passado dia 16 esta chama, que tem a sua fonte na Gruta da Natividade, local onde se mantém uma chama sempre acesa. Percorreu assim um longo caminho até chegar à nossa diocese e ser distribuída aos escuteiros, numa Eucaristia que teve lugar na Sé e foi presidida pelo vigário geral, cónego Fiel de Sousa.
A propósito da chegada da Luz da Paz de Belém D. Nuno Brás, bispo do Funchal, deixou uma mensagem aos escuteiros da Região, na qual sublinha que a” Luz da Paz não será nada se nós não abrirmos o nosso coração a esse Menino que quer nascer em nós, e através de nós, no mundo inteiro”. O prelado desejou ainda que “que a paz de Belém permaneça sempre, para além do Natal, nos vossos corações”.
Já o cardeal D. Tolentino, em recente entrevista à Agência ECCLESIA, também falou desta luz, tendo frisado que “um símbolo vale por mil palavras”. Assim sendo, este gesto de partilhar uma luz que veio de tão longe, do lugar onde o próprio Jesus nasceu, é alguma coisa que as palavras não dizem, e é este propagar, no fundo, de uma mensagem, de uma palavra de esperança – de uma luz que se acende na noite, tantas vezes, das nossas vidas, dos nossos corações, dos nossos dilemas , que o Natal quer representar.”
Cada agrupamento a que a luz é entregue assume o seu espaço de missão na comunidade em que está inserido. Com o tema “serviço, o amor em ação”, cada escuteiro pode aprofundar nos valores que vive diariamente, sentindo-se desafiado a ser luz que brilha no meio da escuridão e das formas de cegueira que há no mundo.
Início ligado a programa social
O projeto “a Luz da Paz de Belém” foi lançado pela televisão pública austríaca, no âmbito de um programa social intitulado “Light in the Dark” (Luz no Escuro), dedicado a pessoas carentes, tanto na Áustria como nos países vizinhos.
Progressivamente os escuteiros austríacos foram adaptando este projeto à vida escutista, mas mantendo sempre o espírito do serviço às crianças carenciadas.
Em 1990, a adesão, por todo o mundo, era tão grande que houve necessidade de assinar um acordo entre escuteiros e guias, de muitos países, para permitir que a luz, vinda de Belém para Viena, viajasse através da Europa e da América.
Assim, todos os anos, uma criança do norte de Áustria recolhe a luz na gruta onde Jesus nasceu e leva-a para a Europa, onde é distribuída, numa cerimónia ecuménica, em Viena, semanas antes do Natal. A Luz é entregue às delegações participantes para que a façam chegar aos seus respetivos países com uma mensagem de Paz, Amor e Esperança.
Depois, em cada país, as associações aderentes fazem, em cerimónia própria, a distribuição da Luz da Paz de Belém para que os seus escuteiros a possam redistribuir pelas igrejas, casas particulares, hospitais, lares de idosos, prisões, locais públicos de desenvolvimento social, cultural, político ou em qualquer lugar onde se aprecie o seu significado.
Em Portugal, na primeira década deste século, a Luz chegava pela mão do Movimento Scout Católico de Espanha e também pela mão de um Cônsul Honorário da Áustria, residente em Albufeira.
Nos nossos dias, uma delegação de escuteiros portugueses desloca-se a Viena e transporta a Luz diretamente para Portugal onde, em cerimónia nacional, é partilhada com os nossos escuteiros, incluindo os das ilhas.






















