CNE-Madeira: D. Nuno Brás presidiu a Eucaristia que assinalou 91 anos de um movimento a que “precisamos dar mais força”

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu na manhã deste domingo, dia 8 de dezembro, a uma Eucaristia campal, nas instalações do Externato da Apresentação de Maria, com a qual se assinalaram os 91 anos do Corpo Nacional de Escutas (CNE – Região da Madeira). 

Logo no início da Eucaristia, em que participaram à volta de 400 escuteiros, D. Nuno Brás saudou todos os agrupamentos presentes lembrando que o dia era de festa pelo aniversário, mas também por ser Dia da Imaculada Conceição, padroeira do CNE. Um movimento a que, viria mais tarde a referir, “precisamos dar mais força por aqui”, de maneira a que “seja um movimento cada vez mais vivo”.

Além disso, frisou o prelado, o dia era também de reflexão, porque “há muita coisa que foi mal feita na nossa vida, de que nos temos de arrepender e que precisamos emendar”. E a Eucaristia que se seguiria poderia ser um primeiro passo nesse caminho.

Na homilia, e como já vem sendo seu hábito sempre que a Eucaristia se celebra com jovens e para os jovens, o prelado tornou a reflexão numa partilha de ideias. Deixou perguntas e chamou ao altar quem se disponibilizava a dar respostas. A primeira ideia partilhada com a assembleia, foi retirada da primeira leitura, que nos falava de algo que “experimentamos todos os dias” e que tem a ver com “voltarmos a costas a Deus”. E quando isso acontece, explicou, “as coisas começam a correr mal e nós próprios também andamos mal”. 

Da mesma forma que Adão e Eva se acusaram mutuamente e à serpente, quando Deus lhes perguntou o que haviam feito, também nós temos o hábito de responsabilizar os outros pelos nossos atos, sinal de que “andamos sem Deus”. E, prosseguiu, “sem Deus andamos no reino da mentira e sem Deus deixamos de ser nós mesmos. Sem Deus isto não funciona”. É que, como dizia Santo Agostinho, “Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti.”  É por isto, explicou D. Nuno, que nós sem Deus andamos feitos tontos, porque o pecado é uma tontaria, o que fazemos mal é uma tontaria. Sem Deus parecemos uns tontos”. 

A segunda ideia tem a ver com o facto desta realidade não ter de ser “uma fatalidade”.  Ou seja, podemos resolver a questão, mas para isso temos de contar com a ajuda de Deus, que se fez homem para nós O podermos conhecer e também através de Maria.

“A Virgem Maria é a prova de que o problema pode ficar resolvido. E aquilo que hoje nós celebramos é precisamente isto: que o problema pode ficar resolvido”, frisou, para logo acrescentar que “é por isso que olhamos para Nossa Senhora como aquela com quem nós queremos ser parecidos, aquela a quem nós queremos imitar, aquela que queremos tomar como exemplo”.  E “a nossa região do CNE tomou isso a sério, e por isso mesmo, o dia da região é o Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, aquela em quem o problema da vida humana foi resolvido”.

A terminar, o prelado apelou aos jovens que, num momento de silêncio, pedissem ao Senhor para que Ele os torne mais parecidos com Nossa Senhora e para poderem como Ela dizer “faça-se em mim segundo a tua vontade”.

Recorde-se que o Corpo Nacional de Escutas teve o seu início na Madeira no ano de 1928. Oficialmente tudo começou precisamente na manhã de 8 de Dezembro desse longínquo ano, na Igreja do Colégio. Foi lá que se realizaram as promessas dos primeiros elementos desta Associação, pertencentes ao Grupo Sénior nº5.

Com esta investidura solene ficou assim constituída a primeira Junta Regional: Comissário Regional: Capitão Eduardo dos Santos Pereira; Diretor: Padre Jorge de Faria e Castro; Secretários: Engenheiro António Henriques de Araújo; Médico Dr. José da Cunha Tavares da Silva; Chefes da Escola de Instrutores: José Vieira da Luz Júnior, Jorge Gordon e Tenente Gregório Paiva da Cunha.