“Violência, Verdade e Tradição: O que se pode esperar da Igreja no séc. XXI? foi tema de conferência na Reitoria da UMA

Foto: Duarte Gomes

A Reitoria da Universidade da Madeira – Colégio dos Jesuítas foi palco, na passada sexta-feira, dia 22 de novembro, de uma conferência, em torno do tema “Violência, Verdade e Tradição: O que se pode esperar da Igreja no séc. XXI?”

O orador foi o Pe. Francisco Mota,  jesuíta,  autor “Da Catástrofe às Virtudes: a Crítica de Alasdair MacIntyre ao Liberalismo Emotivista”, que foi acolhido e apressentado à plateia por João Henrique Silva, diretor do Museu de Arte Sacra do Funchal (MASF).

A sua investigação “tem-se centrado nos últimos anos em temas de teoria política e de teoria moral. Antes de regressar a Portugal estudou e viveu em Boston, em Londres, em Maputo e em Oxford. Trabalha atualmente em Lisboa, na abertura de um novo centro cultural ligado à Revista Brotéria. Nasceu em 1984. É editor de Política do “Ponto SJ”.

Esta conferência foi um evento do Museu de Arte Sacra do Funchal, da Associação Académica da Madeira e da Igreja de São João Evangelista e decorreu na sequência da abertura ao público, no passado dia 18 de outubro, da exposição dedicada aos 450 anos do Colégio dos Jesuítas do Funchal e que alia um conjunto de iniciativas paralelas que decorrerão até janeiro de 2020.

Na oportunidade o orador explicou que, provavelmente, o que  “mais une nos nossos dias a Igreja e o mundo político, empresarial, ou académico, é “Missão”. As organizações falam de Mission Statements, as escolas de Missão Pedagógica, as empresas da Missão do Líder Empresarial. A Igreja, como sempre, continua a falar da Missão que recebe à luz do Evangelho.

Nesta conferência, o P. Francisco Mota, jesuíta e Diretor-Geral da Brotéria, falou ainda de três grandes temas que têm visto significativa evolução no seu entendimento ao longo das últimas décadas. O que pensa a Igreja hoje em dia sobre o tema da guerra, paz e violência? Como se pode educar nas virtudes – e em especial na relação com a verdade? E qual a melhor forma de pensar na tradição que recebemos à luz dos desafios do mundo moderno?

São temas, disse o preletor, “cada vez mais discutidos” nos dias que correm, e que não tendo aparente relação entre si acabam, na verdade, por estar interligados, conforme veio a constatar-se  no decorrer da abordagem feita pelo Pe. Francisco, que agradeceu o convite e a possibilidade de falar num espaço da Companhia de Jesus, que está a assinalar 450 anos.

De referir que a conferência, que contou na plateia com a presença de algumas figuras ligadas à Igreja, nomeadamente o bispo emérito do Funchal, D. António Carrilho, do vigário geral, Fiel de Sousa, do reitor do Seminário do Funchal, Toni Sousa, inserindo-se na celebração dos 450 anos da chegada da Companhia de Jesus ao Funchal e pretendeu ser uma oportunidade para reflectir e discutir sobre aquilo que se pode esperar da Igreja em pleno século XXI.