D. Nuno Brás presidiu à Eucaristia da Apresentação de Maria ao Templo

Foto: Duarte Gomes

No dia 21 de novembro a Igreja celebra a Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Esta festa antiguíssima lembra que “Nossa Senhora, com três anos de idade, foi levada por seus pais São Joaquim e Santa Ana ao Templo, onde com outras meninas e piedosas mulheres foi instruída cuidadosamente a respeito da fé de seus pais e sobre seus deveres para com Deus.”

Mas neste dia também, em plena Revolução Francesa, no auge da perseguição religiosa e do encerramento de conventos, Maria Rivier e quatro companheiras tiveram a audácia de fundar uma comunidade religiosa na pequena povoação de Thueyts (Ardèche – França). Foi a 21 de novembro de 1796 que se consagraram a Deus e à instrução da juventude, adoptando o nome da festa que se celebrava nesse dia: Apresentação de Maria. 

Fazendo memória desses dois acontecimentos celebrou-se esta quinta-feira, dia 21, na Sé do Funchal, uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal e em que participaram alunos precisamente do Extrenato da Apresentação de Maria, religiosa e pais.

De resto, logo no início da celebração o prelado começou por dar conta da sua satisfação por “ver a Sé do Funchal, a casa de todos os cristãos da diocese, cheia de gente jovem, uns mais jovens que outros, mas gente jovem”. 

“Vamos agradecer a Jesus o facto de Ele querer  nos salvar, de Ele querer ser dos nossos e vamos agradecer também esta companhia tão importante, para nós cristãos, que é a Virgem Maria”.

Na homilia, mais em jeito de aula de catequese, D. Nuno Brás explicou que “foram dizer a Jesus que a tua Mãe e a tua família está lá fora e quer ver-te”. Jesus, “não terá respondido de forma assim muito meiga”. Antes perguntou “quem são minha Mãe e meus Irmãos”. E deu Ele deu a resposta: “Minha Mãe e meus irmãos não são aqueles de quem eu nasci  e que me estão próximos, mas são aqueles que fazem a vontade do Pai, fazem a vontade de Deus”. 

Ao revelar isto, frisou o prelado, que foi chamando até junto de si uma criança e outra para responder a algumas perguntas,  “Jesus diz que podemos ser família de uma outra forma”. Ou seja, “a novidade é que nós cristãos, verdadeiramente, somos da família de Jesus, não porque temos uma relação humana, de sangue, mas porque fazemos de Deus e isso faz-nos ser da família de Jesus”. E é assim que Jesus nos trata, como “sua familia, como seus irmãos” e “cuida” de nós como tal, esperando que nós O tratemos como tal e que “O acolha-mos na nossa nossa família”. E foi isso que fez Maria: “Ela fez a vontade de Deus sempre em toda a sua vida” sendo, por isso msmo um exemplo para todos nós de como fazer a vontade do Pai. Em jeito de agradecimento e “reconhecimento dessa qualidade de Maria”, o prelado terminou pedindo às crianças que rezassem uma Avé Maria. 

Fez-se depois um minuto de silêncio e uma representação precisamente da festa deste dia: A apresentação de Maria.