Apresentados livros sobre os hospitaleiros Manuel Nogueira e Aires Gameiro

Foto: Duarte Gomes

Ontem, dia 19 de novembro, no auditório de Nossa Senhora da Conceição, na  Rua da Conceição, 85 (ao lado da capela do Bom Jesus), foram apresentados dois livros numa sessão presidida pelo bispo emérito do Funchal, D. Teodoro de Faria.

A iniciativa começou com um minuto de silêncio em memória do Irmão João Carvalho Pereira, que faleceu na comunidade dos Irmãos de S. João de Deus da Casa de Saúde com o mesmo nome, e onde exercia as funções de superior da comunidade e de membro do Conselho de direção daquela instituição.  

“Padre Manuel Nogueira, o.h. hospitaleiro, enfermeiro, missionário em moçambique” dos autores Aires Gameiro, e Dr.ª Maria Paredes, foi a primeira obra a ser apresentada. A tarefa coube a Nuno Perry, cooperante Dehoniano, que estabeleceu um paralelo entre a sua experiência de voluntariado e a realidade moçambicana da altura e  aquela que encontrou o Pe. Manuel Nogueira, nos quase 31 anos que lá esteve.

Já a obra “Aires Gameiro. Aldeão em conversas globais” da autoria de Vera Luza foi apresentada por Luisa Gonçalves, jornalista. Lançada em agosto passado, mês em que o Pe. Aires completou 90 anos, este livro pretende ser uma homenagem a um homem cujo lema de vida tem sido sempre “aprender”.  

Um homem que “produz ideias à velocidade de uma torrente de águas com forte caudal”; “uma pessoa invulgar; absolutamente fora do comum; atual e sempre atualizado; culto e com ideias próprias; teimoso e persistente”, como a ele se refere Margarida Cordo, no prefácio da obra.

Nas quase 300 páginas da obra “encontramos poesia, textos de apresentações de obras, relatos de homenagens que já foram devidamente prestadas a este Irmão Hospitaleiro de São João de Deus, nomeadamente por ocasião dos seus 50 anos de ordenação sacerdotal, e muitas, muitas reflexões do próprio, sobre temas de conteúdo absolutamente intemporal.” São “testemunhos do saber feito experiência”,  do Pe. Aires Gameiro, que de si próprio disse certa vez, numa entrevista: “Sinto-me centrado neste tempo, o atual, mas dizem-me com bastante frequência que, ando adiantado. Talvez isso seja devido à minha grande curiosidade inata e cultivada de saber”. 

A sessão de apresentação contou com momentos musicais de canto, flauta e récita por Carolina e Paulina Garanito.