Almanaque PEF: Lançamento da 25ª edição contou com a presença de D. Nuno Brás

Foto: Duarte Gomes

Decorreu ao fim da tarde de terça-feira, dia 18 de novembro, no Centro de Estudos de História do Atlântico Alberto Vieira, o lançamento do Almanaque PEF 2020. A cerimónia contou com a presença do bispo do Funchal, que também assina o prefácio deste número especial, já que com ele se assinalam os 25 anos da publicação. 

Na oportunidade o prelado referiu-se à publicação como “a sumula de um quotidiano” que importa valorizar e manter, porque faz parte da cultura de um povo. Por isso mesmo, sublinhou, “o PEF está de parabéns por estes 25 anos em que produziu o Almanaque, porque neste pequeno livro vai a vida das gentes da nosssa ilha”.  

“Estamos gratos a todos aqueles que ao longo destes 25 anos colaboraram com o Almanaque e aos que, ao longo destes 25 anos não desistiram de o publicar e que neste pequeno volume vão concentrando aquele que é o nosso quotidiano, a vida que vivemos como sociedade, como comunidade cristã e como gente que vive com Deus, como gente que sabe acolher o que vem de fora, o outro que já cá está e sabe acolher também o próprio Deus, que neste quotidiano faz história connosco”. 

Publicação continua a fazer sentido

Já o cónego Carlos Nunes fez votos “de que este pequeno livro continue a ser um instrumento de comunicação para todos os que dele se abeiram”. Além disso, na sua intervenção quis também enaltecer e agradecer, nas pessoas da Dr.ª Teresa Clode e do prof. Francisco Caldeira, que estão na origem da publicação, a todos aqueles que ao longo destes 25 anos têm colaborado com o Almanaque. 

Graça Alves, coordenadora do Almanaque, sublinhou que a publicação serve “para guardar a memória do povo, para falar da história, da literarura, das gentes que fizeram destas ilhas, de rocha e de mar, aquilo que elas são: lugares de acolhimento”. É por isso que, em pleno século XXI, frisou, “este almanaque continua a fazer sentido”.

O valor da autenticidade

Já o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, em representação do presidente do Governo, disse que não há nada mais importante do que querer ter uma publicação que caraterize a autenticidade, que “é aquilo que nos distingue dos outros”. 

O governante referiu que há essa preocupação, da autenticidade, na comunicação da Madeira no que respeita ao turismo. “Hoje só divulgamos aquilo que é autenticamente nosso, genuíno, que nos distingue”, complementou, afirmando que é isso que nos leva à vantagem competitiva deste destino em ser “mais atractivo do que os outros”. Referiu que a Madeira não é só a montanha e o mar, mas também há uma parte cultural e que foi através dessa cultura que “humanizámos a nossa comunicação nesta tentativa de sermos diferentes”.

Acerca do Almanaque PEF 2020, Eduardo Jesus realçou que se trata de uma publicação de utilidades gerais, que servem como um contributo social muito forte na informação actual para todo o ano. O governante não quis deixar igualmente de destacar a persistência da publicação e a sua versatilidade de divulgar e informar e ainda de recordar.