Foi o 1º ministro inglês Winston Churchill quem disse a célebre frase: ”a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros”.
No ano que passou, a democracia na nossa Ilha foi marcada por três actos eleitorais: eleições para o Parlamento Europeu, Eleições Regionais, Eleições Legislativas nacionais.
Com estas eleições, vieram igualmente as campanhas: passámos estes últimos meses com a instabilidade que isso traz consigo: foram apontados os defeitos dos candidatos dos outros partidos; foram exaltadas as qualidades dos membros do nosso partido, qualquer que ele seja… Parece que uma boa parte da Ilha passou o ano à luta com a outra…
Terminámos, finalmente, o ciclo eleitoral que a vida da democracia nos exigiu.
Poderíamos pensar que, agora, temos pela frente o repouso depois de toda a azáfama eleitoral. Poderíamos pensar que, finalmente, podemos cruzar os braços e descansar.
Mas creio que a democracia e a própria vida de cada um e da nossa ilha nos pede outra atitude.
Pede que não descansemos. Pede que nunca nos alheemos da vida de todos e de cada um. Pede que, depois que o povo falou pelo voto, continue a falar, activamente, todos os dias. E pede que, terminadas as campanhas, nos unamos todos para construir um futuro que seja um pouco melhor.


















