Câmara de Lobos: D. Nuno presidiu a Eucaristia do Dia do Idoso e pediu-lhes que tenham “coragem” 

D.R.

D. Nuno Brás presidiu esta terça-feira, dia 1 de outubro, a uma Eucaristia na Igreja de São Sebastião, integrada no programa de comemorações do Dia Internacional do Idoso, que a Câmara Municipal de Câmara de Lobos organizou pelo 16.º ano consecutivo.

Em dia litúrgico de Santa Teresinha do Menino Jesus, o prelado aproveitou para explicar quem foi esta jovem que nasceu em França e que desde pequena quis ir para o mosteiro. E tanto o desejou, que acabou recebendo do Papa uma autorização especial para poder fazê-lo aos 15 anos. Faleceu aos 24 anos esta santa carmelita que, mesmo com sua vida contemplativa, tornou-se a padroeira das missões e doutora da Igreja.

Ao contar a história de Santa Teresinha do Menino Jesus, D. Nuno quis explicar também à assembleia que o importante, aos olhos de Deus, não são os feitos nem as descobertas. “Aos olhos de Deus as pessoas não valem por aquilo que têm, por aquilo que as torna famosas, não valem pelo dinheiro, não valem pelo poder. As pessoas valem por aquilo que são”, disse. 

De resto, prosseguiu, a “verdadeira importância” das pessoas, sejam elas novas ou menos novas, “é-nos dada porque Deus nos ama. Essa é a verdadeira importância. E Deus ama-nos a todos: jovens ou velhos, pobres ou ricos, influentes ou sem influência nenhuma, famosos ou desconhecidos. Ele ama-nos, de igual maneira, a todos”.

Àqueles que questionam a razão porque ainda continuam vivos, mesmo com todos os problemas e dificuldades que a idade por vezes acarreta, o prelado pediu que tenham “coragem”, e pensem que “Deus ama-nos, e precisa de nós, e precisa de nós para sermos aquilo que somos e melhores ainda, se for possível”.  

Para isso, sublinhou, tal como Santa Teresinha do Menino Jesus, “não precisamos de ter uma grande profissão, de ganhar dinheiro, de produzir nada”. Precisamos, isso sim, de “deixar que Deus nos ame e de Viver no seu amor e de ajudar os outros a viver no seu amor também. É isto que faz a importância das pessoas e que mantém o mundo ainda de pé”.

D. Nuno terminou instando os presentes para que, num minuto de silêncio, pedissem ao Senhor “para que nos ajude a não desistir de nós mesmos, a sermos nós mesmos e a sermos ainda melhores, para que Ele nos ajude a que nunca nos separemos Dele porque Ele sim é importante, Ele sim decide os destinos do mundo, Ele é o único salvador”.