Perseguição: projetos humanos sem a «força de Deus» falham

D.R.

Alguém (AA) escreveu no Facebook: «Ainda há pouco tinha afirmado em mensagem que era insuportável o silêncio covarde dos Organismos Internacionais e nacionais sobre os atentados, incêndios a igrejas cristãs, torturas cruéis e chacinas de cristãos pelos grupos islâmicos em várias partes do mundo. é que são extremamente violentos contra inocentes. 

Há chacinas de cristãos na Nigéria e na RDCongo,… e ‘remetem-se’ para o silêncio estes inocentes que são mortos pela sua fé e numa enorme ofensa à dignidade humana e à paz. Há um compromisso assinado em Abu Dhabi, com a presença de 700 intelectuais muçulmanos, mas continua a perseguição, clara e definida como genocídio com morte declarada aos cristãos… por vários grupos armados.

É urgente por em prática o “Documento da Fraternidade” à paz no mundo e entre todas as religiões. 

Em 13 de setembro de 2019, padre Juan Martos, missionário claretiano, publicou no Facebook notícia e foto sobre o que ele chamou «holocaustro monstruoso» que se passa na Nigéria perante a indiferença da opinião pública internacional». 

O Facebook – Espanha me recriminou por publicar este documento. Tentei denunciar eventos monstruosos silenciados pela opinião pública: uma denúncia do holocausto sofrido pelos cristãos na Nigéria por mais de 10 anos, e a fotografia foi classificada como material “pornográfico”, “violento” ou “inapropriado” e, mais ameaças.»

Considero esta atitude desavergonhada para as 500 vítimas (apenas neste episódio brutal) massacradas. Isto é, em Espanha, um ataque à liberdade de expressão e um insulto pelo terror islâmico pelo simples fato de serem cristãos.» Parece-me incrível que na Espanha, um estado democrático e legal – onde constitucionalmente se garante a liberdade de culto, expressão e pensamento (Art. 16 e 20 dC) – tente amordaçar os cidadãos através de ameaças e coerção, violando sua liberdade de expressão, porque considera “inapropriado” um documento gráfico (não uma montagem fotográfica) que reflete em toda a sua grosseria uma realidade bestial.

De fato, se os massacres continuam, é em grande parte porque a verdade ainda está sendo escondida do povo soberano, não será que eles o conheçam e “fiquem indignados”: o silêndio cúmplice da maioria da mídia favorece a indiferença da comunidade política internacional diante deste monstruoso holocausto.»

«Isso sem esquecer a covardia instalada no mundo ocidental contra o terrorismo islâmico. Entre nós mais uma consequência da “Aliança das Civilizações”.

O Papa Francisco tem alertado para a “perseguição dos cristãos”, mas sublinha que os projetos humanos só permanecem com a “força de Deus”. Recordou os relatos dos Atos dos Apóstolos, assinalando que o Espírito Santo transformou “cobardes”, que fugiram após a prisão de Jesus, em testemunhas “corajosas” da ressurreição de Cristo, como os “mártires de todos os tempos”.

“Ainda hoje, há muitos”, observou, recordando os 21 cristãos coptas egípcios degolados pelos terroristas do Estado Islâmico em 2015, na Líbia. E convidou a cultivar um olhar “contemplativo” sobre os acontecimentos, sem fazer juízos precipitados.

“Qualquer projeto humano pode primeiro receber elogios e depois naufragar, enquanto tudo o que vem do alto e tem a ‘assinatura’ de Deus está destinado a durar”, apontou.

Francisco declarou que todos os projetos humanos “falham” e têm o seu tempo.

“Pensem em tantos projetos políticos, e como eles mudam de um lado para o outro, em todos os países. Pensem nos grandes impérios, pensem nas ditaduras do século passado. Sentiam-se poderosos, que podiam dominar o mundo. Todos desabaram. Pensem também nos impérios de hoje: desabarão, se Deus não estiver com eles, porque a força que os homens têm em si não é duradoura”.

Nossa força é “Deus connosco”, precisou o Papa Francisco.