O cristianismo é a religião mais perseguida no mundo

D.R.

Perseguição aos cristãos no mundo

A assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 22 de agosto como o Dia internacional das Vítimas da Violência. Uma das prioridades da fundação pontifícia é informar, “dar a conhecer”, “divulgar a situação dos cristãos no mundo”: “não podemos ficar indiferentes a esta realidade”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) mostra a realidade dos cristãos perseguidos no mundo, em cada 2 anos. Há países onde a comunidade cristã é uma minoria e onde é perseguida apenas e só porque é cristã, porque tem uma fé diferente da maioria da população”, disse Catarina Martins Bettencourt, diretora da AIS em Portugal. Acentua: perseguição aos cristãos “nunca foi tão atual como hoje”.

Os cristãos são, de longe, o grupo religioso mais perseguido do mundo, mas a mídia tradicional rotineiramente ignora esse fato como se ele fosse sem importância ou sem interesse. Como resultado, muitas pessoas nem percebem que 75% das vítimas da perseguição religiosa em todo o mundo são cristãos.

Cristãos são os mais perseguidos

O Secretário de Estado para Assuntos Externos do Reino Unido, Jeremy Hunt, solicitou um estudo a respeito da violência contra os cristãos em todo o mundo e, nesse levantamento, realizado por uma equipe que contou com a participação do bispo anglicano de Truro, o reverendo Philip Mounstephen, constatou-se que uma em cada três pessoas sofrem perseguição religiosa atualmente em todo o planeta, sendo que 80% do total das vítimas são cristãs.

Os cristãos continuam sendo o grupo religioso mais perseguido no mundo inteiro, e em certas regiões do planeta são tão extremos que atendem aos parâmetros da ONU para serem considerados nada menos que genocídio. 

Em 2016, o instituto de pesquisas Pew Research, dos EUA, já apontava que os cristãos são perseguidos em pelo menos 144 países.

A ONG norte-americana Open Doors (Portas Abertas) publicou, neste ano, um relatório segundo o qual “aproximadamente 245 milhões de cristãos nos 50 maiores países do mundo sofrem altos níveis de perseguição”.

Papa reza pelos «mártires» cristãos de hoje 

 “Talvez seja difícil de acreditar, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos”, refere Francisco, nas redes sociais apelando à oração pelos irmãos perseguidos, no mês de março 2019.

Segundo o Papa, estes fiéis são perseguidos porque “dizem a verdade e anunciam Jesus Cristo para esta sociedade”. “Isso acontece especialmente onde a liberdade religiosa ainda não está garantida, mas também em países onde, em teoria e nas leis, se tutela a liberdade e os direitos humanos”, adverte.

O Papa assinala que, em muitos lugares do mundo, “benzer-se, ler a Bíblia, ir ao domingo à missa, falar de Jesus, rezar o terço significa arriscar a própria vida, ser assassinado, apedrejado ou terminar em campos de trabalho forçado”.

A violência torna a vida «quase um inferno»

O Relatório 2018, da Fundação AIS, sobre Liberdade Religiosa, afirma que “os cristãos são a comunidade religiosa mais perseguida no mundo” e o direito à liberdade religiosa está ameaçado em mais de 38 países, 

“Em muitos lugares do mundo, a liberdade religiosa não é um direito, é uma questão de sobrevivência trata-se de saber como evitar um banho de sangue”, assinala Thomas Heine-Geldern, presidente executivo da AIS internacional

 “A violência atingiu um tal ponto que já se fala na eclosão de uma guerra civil”, avisa a AIS, lamentando que uma nação que “podia ser quase um paraíso na terra”, devido aos recursos naturais que possui, seja na verdade “quase um inferno”.  Refere-se à Nigéria. Conta atualmente com uma população de 155  milhões de habitantes, entre os quais cerca de 64 milhões de cristãos.

Já Bento XVI, tinha feito um apelo para que “com o concurso das várias partes da sociedade, se encontrem a segurança e a serenidade”. “A violência é um caminho que leva apenas à dor, à destruição e só o amor: o respeito, a reconciliação são caminho para atingir a paz”, sublinhou o Papa.”