D. Nuno Brás ordenou sacerdotes chamados a ser “presença viva e exigente da centralidade do amor do Pai”

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás ordenou este sábado, na Sé do Funchal, dois novos sacerdotes para a Diocese, a quem disse que “ao sacerdócio ministerial cabe hoje (como em qualquer outra época da história), antes de mais, a tarefa de recusar a separação entre a Igreja e Jesus Cristo” e a tarefa de “de recordar, de ser presença viva e exigente desta centralidade do amor do Pai”.

Na homilia da celebração a que presidiu, centrada nos versículos do capítulo 15 do Evangelho de S. João – “Tal como o Pai me amou, também Eu vos amei: permanecei no meu amor” – o bispo diocesano acrescentou ainda que um padre é hoje “a presença do amor — daquele “amor maior”, do amor crucificado, único a poder dar a vida”. 

“Ao mundo inteiro, e em particular àqueles que nos estão confiados, às nossas comunidades, cabe-nos a tarefa de recordar (pela nossa vida e pelas nossas palavras) que o amor verdadeiro e maior não o podemos nós criar ou inventar: é antes vida recebida do Pai, dom imerecido, que apenas podemos agradecer (“eucaristiar”) e, com a força da graça divina, procurar corresponder”, frisou.

Depois de sublinhar que foi o Senhor que os escolheu e que é Ele que “assume a iniciativa”, iniciativa que é “missão irrecusável, tarefa a realizar, imperativo a viver”, referiu que é Ele que “assume igualmente o risco, a responsabilidade da escolha”.

O prelado disse ainda que “Ele conhece aqueles que tem diante: conhece o seu coração e a sua inteligência; as suas qualidades e defeitos; a sua coragem e o seu medo.” Embora recuse “que as capacidades dos discípulos sejam elas a dar substância ou, sequer, a dar forma à actividade apostólica.”

D. Nuno Brás lembrou que pelo baptismo, os dois jovens já conhecem “a vida nova” e “o amor que é vida divina a jorrar do Pai para o Filho e para os filhos que em Jesus se tornam amigos de Deus”. Porém, frisou, “hoje o Senhor confia-vos, faz-vos participantes do seu único sacerdócio. Ele torna-vos Sua presença, aqueles por meio de quem o amor divino se torna visível, actuante, graça a jorrar para a Igreja e o mundo. Aqueles para quem os cristãos e o mundo devem poder olhar e descobrir o amor do Pai presente, acessível, próximo de todos.”

E se o Senhor lhes entregou “o seu amor como missão: acolhei-O”. E que com “a Sua graça, procurai corresponder-lhe e torná-lo presente ao longo de toda a vossa vida, para o bem da Igreja, para a salvação do mundo”, disse ainda o bispo do Funchal aos ainda diáconos Marco e André.

“Convosco alegra-se hoje toda a Igreja. Em vós vemos hoje claramente como o amor de Deus não é imaginação nem sonho. É vida concreta, sacramento, homens transformados em sua presença para sempre!”, finalizou.

Após a homilia, a celebração prosseguiu com o rito da ordenação, com a imposição das mãos do bispo diocesano sobre os ordinandos e a oração consagratória.

Outro gesto significativo de comunhão e de unidade foi a promessa de obediência e reverência ao bispo diocesano, enquanto sucessor dos apóstolos, sinal e garante da unidade da Igreja e desta com a Igreja de Roma, assim como a colocação das mãos dos ordinandos nas mãos do prelado.

Mais um momento expressivo aconteceu já depois da ordenação com os novos sacerdotes a serem revestidos com as vestes sacerdotais – recordando que, antes de mais, se deve continuar a revestir de Cristo – e com a entrega da píxide e do cálice a cada um dos novos sacerdotes.

Igualmente de grande emoção foram saudações entre os padres presentes na concelebração eucarística já participada pelos novos presbíteros e concelebrada por D. António Carrilho, e por inúmeros padres diocesanos e não só.

Terminada a celebração muitos quiseram saudar os mais novos sacerdotes da Diocese do Funchal. Foram momentos de alegria e carinho.

A terminar refira-se que o Pe. André celebrará a sua Missa Nova já amanhã, dia 28 de julho, pelas 16 horas na igreja paroquial de Santo António. Já a Missa Nova do Pe. Marco está agendada para as 16 horas do próximo dia 4 de agosto, na Paróquia do Curral das Freiras.